Prosa Romântica

Português — Escrito por

Por: Felix

A Prosa Romântica surgiu na Alemanha no século XIX, com “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Goethe. Apesar de iniciada na Alemanha, a maior divulgação da prosa romântica partiu da França (detalhe: a França era o país na Europa que tinha se livrado do Absolutismo, colocando a burguesia no poder político e econômico, sendo o Romantismo uma arte DA burguesia, feita PELA burguesia e feita PARA a burguesia, a França foi onde mais obteve sucesso a linguagem romântica).

A divulgação das prosas românticas se dava periodicamente, juntamente com os jornais, nos chamados folhetins. Tais folhetins podem ser comparados, hoje, às novelas televisivas, por atrair a atenção e a expectativa do público para a continuação da trama, que era pouco complexa, satisfazendo a vontade do pouco exigente público leitor.

Romance, apesar do nome, não é uma história de amor (pode ser em torno de uma história de amor, mas nem sempre): romance é uma narrativa (o romance consolidou o gênero narrativo) longa que apresenta vários personagens envolvidos entre si por uma trama, composta de conflitos. Nos romances românticos, certas características estão sempre presentes:

  • complicação sentimental ou conflito amoroso envolvendo uma ou várias personagens;
  • tensão bem versus mal, numa forma bem maniqueísta de se ver a vida (o maniqueísmo diz que o mundo é composto de coisas boas e coisas más, sem meio-termo). O mal pode ser representado em pessoas ou em situações que criem um impedimento ao herói da narrativa;
  • personagens lineares (planas) ou idealizadas, que não entram em conflito interno, não apresentam profundidade psicológica, sendo previsíveis e não alterando seu comportamento ao longo da trama (o oposto de personagem linear é personagem esférica – não tem nada a ver com seu peso, que é a personagem que muda seu comportamento durante a trama. Poucos romances românticos apresentam personagens esféricas).
  • triunfo do bem sobre o mal (geralmente um final feliz, podendo ser um final trágico – poucas ocorrências).

O primeiro romance romântico escrito no Brasil foi “A Moreninha”, de Joaquim Manoel de Macedo. A prosa romântica pode ser dividida em três tipos. Confira a divisão dos romances românticos quanto seus temas:

  • urbano: se passa na cidade do Rio de Janeiro, mostrando a pura realidade da sociedade burguesa do Rio;
  • indianista: passado nas selvas brasileiras põe a figura do índio como herói idealizado;
  • regionalista: passado no interior do país, conta os aspectos dos ambientes rurais do interior do Brasil;
  • histórico: retrata o país desde os tempos da colonização.

Principais autores de romances românticos urbanos

  1. Joaquim Manoel de Macedo: introduziu a prosa romântica com “A Moreninha”, em 1844. O livro conta a história de Carolina e Augusto que fizeram, quando crianças, a promessa de que se casariam quando crescessem, trocando breves (pequenos “pacotinhos” costurados com um pertence pessoal da pessoa amada, que indicava comprometimento amoroso) já nessa época. Eles crescem sem se ver, mantendo a promessa, cada um à sua maneira: Carolina torna-se arrogante e difícil, não permitindo que seus pretendentes se aproximem dela; Augusto se torna um verdadeiro galinha: para não amar nenhuma exclusivamente, ele fica com todas. Augusto e seus primos estavam no Rio, onde fizeram uma aposta: se Augusto se casasse com alguma donzela no período de um mês, ele teria de escrever um livro; se não, os primos escreveriam. Aposta feita, houve na cidade um super sarau (festa de boate da época, para burgueses), onde os primos iam tentar fazer com que Augusto conhecesse alguma donzela de quem gostasse mais. E aconteceu que, nesse sarau, estava Carolina, conhecida na cidade por sua beleza, sendo chamada de Moreninha. Não reconhecendo Augusto, Carolina se faz de arrogante quando ele tenta se aproximar. Mas Augusto se apaixona, e não desiste: se inscreve na aula de bordado que Carolina cursa em sua casa. Conversa vai, conversa vem, ela também se apaixona. Mas, um conta ao outro que eles estão prometidos e depois de muita conversa furada de que ele não poderia mais ficar ali, eles acabam mostrando os breves um ao outro, recordando a promessa. Se casam exatamente um mês depois da aposta de Augusto, que escreve o livro “A moreninha”. Carolina e Augusto representam os típicos heróis românticos: burgueses, lineares, sem nenhuma profundidade psicológica. Ocorre a tensão bem versus mal, na qual o mal é a promessa e a troca de breves, que os impedem de ficarem juntos antes. Além de “A moreninha”, Joaquim M. Macedo também escreveu “O Moço Loiro” e “A Luneta Mágica”.
  2. José de Alencar: considerado o melhor poeta romântico por ter escrito todos os tipos de romances (que ele mesmo criou a divisão) e ter criado um quadro completo do Brasil no tempo e no espaço com história desde a época da colonização, passadas no interior e na capital do país. Seus romances urbanos retratam o Rio no século XIX; os indianistas retratam as selvas brasileiras desde os tempos coloniais até o século XVII; os históricos falam do ciclo da mineração do século XVIII e os regionalistas falam do interior do país no século XIX. Seus romances urbanos são, em ordem de publicação e complexidade:
    • A Viuvinha: conta a história de Jorge da Silva, típico herói burguês, riquíssimo (herança), esbanjador e metido. Até conhecer Carolina, que o faz mudar de vida, com quem noiva e marca o casamento. Às vésperas do casamento do filho, o pai de Jorge investe toda a sua fortuna em negócios suspeitos e perde tudo. O tutor de Jorge, Sr. Almeida, conta para seu pupilo, Jorge, que não lhe restava nada da herança. Com o nome sujo, Jorge forja seu suicídio na noite de núpcias, antes de consumar o casamento com Carolina e vai para os EUA, mudando de nome para Carlos, pretendendo voltar com o nome limpo (rico) e voltar para Carolina. Dito e feito, 5 anos passados e ele volta para o Brasil, rico. Ele observa Carolina, a viuvinha, na varanda de seu quarto todas as noites e revela-se como Carlos. Ficam “íntimos” e ele pede um encontro. Ela nega-se, dizendo que ainda é fiel ao marido. Carlos então conta a verdade, revelando ser Jorge, e eles consumam o casamento.
    • Cinco Minutos: contado através de cartas dissertativas, escritas pela protagonista Carlota à sua vizinha e amiga Carolina, esposa do narrador que é o mesmo narrador da história da viuvinha, Jorge; o narrador é onisciente, contando tudo em 3ª pessoa. Um rapaz, o herói da história, perde seu bonde por ter atrasado cinco minutos e pega o próximo trem. Senta-se ao lado de uma dama de preto (toda coberta por panos pretos, apenas a mão ficando descoberta). Ele apenas vê suas mãos delicadas e começa a imaginar como seria seu rosto; ele a corteja. Ela agradece e desce do bonde no comércio do centro da cidade, dizendo a ele que não a esquecesse. Ele, obcecado, pega todos os dias o bonde cinco minutos atrasado e desce no comércio, tentando encontrá-la (fica assim durante um mês). Acontece que ele a encontra num teatro, sentando ao seu lado. Descobre seu nome, Carlota. Nas semanas seguintes, ele descobre o endereço e a visita sempre. Depois de muitas visitas e de já estarem apaixonados, ela o mostra seu rosto, que ele considera lindo. Ele a pede em casamento, mas ela se nega dizendo que tem tuberculose e está em fase terminal, definhando. Ela decide, então, ir para a Europa. Sua mãe, vendo que o rapaz era capaz de dar mais forças à filha, o chama para ir à Europa se ele assim quisesse; e ele aceita. Atrasado para o embarque, ele chega a tempo de ver o navio zarpando e Carlota chorando: ele grita para que ela a espere, pois ele pega o próximo. Em todos os portos que ele ancorava, ali encontrava uma carta de Carlota, que o deixa esperançoso. Encontram-se na Europa, ela em estado crítico. No leito de morte, ela pede a ele que a beije uma última vez. No beijo, ela é curada. Ela então conta sua história através de cartas, enviadas para sua vizinha Carolina (a viuvinha), esposa do narrador (Jorge).
    • A Pata da Gazela: também chamada de “Cinderela Brasileira”. Conta a história de Amélia, Horácio, Leopoldo e Laura (prima de Amélia), todos eles da elite burguesa do Rio. Horácio, conhecido como “Leão da Rua do Ouvidor”, encontra um pé dos sapatos de Amélia, caídos da carruagem da moça, e a procura. Vão, então, ao teatro, Horácio, Amélia e Laura (juntos) e sentam-se nos camarotes. Leopoldo, um rapaz desleixado ao se vestir e com um “ar blasé” (meio depressivo por causa da morte da irmã), assiste da “geral”, de onde vê Amélia nos camarotes (amor à primeira vista). Ao procurá-la na saída do teatro, vê uma confusão de pessoas perto da carruagem dela e, no meio dessa confusão, vê um pé aleijão (deformado, muito grande) e acha que é de Amélia. Num sarau na cidade, Horácio pede Amélia em casamento. No mesmo sarau, depois da proposta, Horácio conversa com Leopoldo, que conta a história dos pés de Amélia, que ouve a conversa e decide testar o amor de Horácio: chama-o para conversar em sua casa e deixa que ele veja “acidentalmente” seus sapatos enormes. Horácio, horrorizado, termina o noivado e se aproxima de Laura. Amélia, então, se aproxima de Leopoldo, se apaixonando (é recíproco e ele a pede em casamento). Num outro sarau, Leopoldo anuncia o noivado com Amélia e ela revela que os pés dela são perfeitos: Laura é que tem pés deformados e, para não causar escândalo, sua prima Amélia comprava os sapatos, vivendo felizes pra sempre.
    • Diva.
    • Encarnação.
    • Sonhos d’Ouro.
    • Lucíola: releitura de “Dama das Camélias”, peça teatral, essa obra representa uma mudança nos romances românticos, apresentando como heroína uma prostituta, algo que ia contra a moral e os bons costumes, e um final trágico. Lúcia, protagonista, é uma menina pobre que se prostitui (nome profissional: Lucíola) ainda nova para poder comprar remédios para sua irmã (febre amarela). Seu padrasto, ao descobrir, a expulsa de casa (com 16 anos). Para se sustentar continua no ramo, abrindo um bordel e virando cortesã de luxo (dos senhores burgueses). Apaixona-se por Paulo, com quem tem relações amorosas, além de “profissionais”. Tenta viver uma vida normal com Paulo, mas percebe que sua imagem de prostituta não seria esquecida pela sociedade. Para afastar-se, então, de Paulo, ela sai com outros homens. Ele a procura e ela resolve ser honesta com ele. Não se importando com a imagem dela, ele volta com ela. Mas ocorre uma tragédia: ela contrai tuberculose (para que ela se redima de seus pecados de prostituição e para que o público a veja como ‘coitadinha’, Alencar acrescenta a doença e o sofrimento na vida de Lúcia). Paulo compra todos os remédios possíveis (vai até à Europa, inclusive). Lúcia descobre, então, que está grávida de Paulo: com o choque, falece. Sua morte deixa o público com pena, transformando-a em heroína.
    • Senhora: ponto alto do psicologismo romântico apresenta personagens esféricas e uma trama que muda de foco, mas tem um fim previsível. Aurélia Camargo vive com sua mãe e com seu irmão, doente. Seu pai é um rico fazendeiro, que casou com a mãe de Aurélia, pobre (o avô de Aurélia não aceita o casamento e o pai de Aurélia morre de desgosto). Vicente, o irmão, morre logo no início da trama e a mãe fica muito doente. Seu último desejo é ver Aurélia casada. Aurélia então, para satisfazer a vontade da mãe, expõe-se na janela, sendo cortejada por vários pretendentes. Entre eles: Eduardo, rapaz rico, por quem Aurélia não sente interesse e Fernando Seixas, um rapaz pobre (que se vestia da melhor forma e frequentava os melhores lugares para casar com alguma senhorita rica e poder sustentar a mãe e a irmã, ele vê o casamento como uma escada social), que é correspondido. Eles se apaixonam (a mãe de Aurélia morre em paz), mas Fernando Seixas, às vésperas do casamento com Aurélia, é comprado por um rico fazendeiro (que acreditava que Fernando fosse um rapaz rico e requintado) por 30 contos de réis para que se casasse com Adelaide, sua filha. O fazendeiro faz isso para não ver sua filha casada com o pobre estudante de direito Torquato. Aurélia então, vendo-se trocada por dinheiro, tranca-se para os homens. Pouco tempo depois, recebe a notícia de que é a única herdeira de seu rico avô fazendeiro, que tinha se arrependido do mal que tinha feito à família do seu filho e pôs sua neta no testamento. Aurélia então, riquíssima, vai a bailes e, quando cortejada, fica colocando preços em seus pretendentes. Tio Artur, ambicioso, fica de tutor de Aurélia e aconselha que ela pare com essa mania de ficar colocando preço nos rapazes, pois isso queimaria a imagem dela. Não dando a mínima para o que o tio aconselhava e o manipulando facilmente, ela manda que ele vá fazer negócios com Fernando Seixas, que ainda não tinha se casado com Adelaide, e que oferecesse para ele 100 contos de réis para que ele terminasse com Adelaide e se casasse com outra mulher, que só conheceria no dia do casamento. Apesar de titubear, Fernando aceita e larga Adelaide. Enquanto isso, Aurélia contrata Torquato como seu advogado por 50 contos de réis, permitindo que ele use esse dinheiro como dote para que se case com Adelaide. Fernando, casando com Aurélia, recebe dela na noite de núpcias, os restantes 80 contos de réis que faltavam para completar o trato dos 100 contos de réis. Ela então o trata como escravo e acaba com a raça dele. Vivem durante um tempo casados e ele arranja um emprego num jornal, com o objetivo de conseguir os 20 contos de réis que tinha gasto para poder pagar os 100 contos de réis de volta para Aurélia. Não conseguindo reunir todo o dinheiro, Alencar faz com que ele ganhe na loteria, completando os exatos 20 contos que faltavam. Ele, então, entra no quarto dela e lhe entrega os 100 contos, “se comprando” de volta. Ela então ajoelha aos seus pés para que continuem casados. Importante notar que existem, na obra, traços do realismo: Aurélia, por exemplo, não é mais uma personagem linear (ela é esférica, por mais magra que seja), apresentando comportamentos diferentes antes de ser trocada por dinheiro, durante o período que ela esnoba os homens e no momento que se ajoelha aos pés de Fernando. Há também, três críticas principais nessa obra: ao poder manipulador do dinheiro, ao casamento por conveniência e à sociedade patriarcal (ele anula todos os homens próximos à Aurélia, transformando-a em Senhora de si e de todos).

Principais autores de romances românticos regionalistas

  1. José de Alencar: não é dos melhores, mas é dos mais completos. Escreveu, entre outras, as obras: “O Sertanejo”, retratando o sertão do Nordeste; “Til”, do interior de São Paulo; “O Gaúcho”, falando dos pampas (como ele nunca tinha ido lá, foi um verdadeiro erro ele ter escrito sobre o lugar) e “O Tronco do Ipê”, passado na Fazenda Boqueirão, interior do Rio; que conta a história de Mário, apaixonado por Alice, filha de um grande amigo de seu pai que, depois da morte de seu pai, o tratou como filho. Além disso, o pai de Alice herdou todas as terras do pai de Mário. Prestes a se casar com Alice, Mário ouve rumores sobre a morte de seu pai: que o pai de Alice o tinha matado. Dividido entre o sentimento de vingança e a gratidão para com o pai de Alice, ele termina o noivado e pensa no suicídio. Entra então na história o escravo da fazenda, negro Benedito, que revela a verdade a Mário: que seu pai estava se afogando quando o pai de Alice tenta salvá-lo, mas não consegue e enterra o amigo debaixo do Ipê onde Mário tinha passado muitos momentos com Alice. O motivo de seu pai ter passado as propriedades para o pai de Alice era uma dívida que ele tinha que podia fazer o filho ficar sem a fazenda. Mário então casa-se com Alice.
  2. Bernardo Guimarães: escreveu, entre outros: “A Escrava Isaura”, romance regionalista mais famoso, e “O Seminarista”, que conta a história do filho de fazendeiros mineiros, Eugênio, que se apaixona por Margarida, filha da cozinheira da fazenda. Contra o casamento, os pais mandam-no para o seminário, para que vire padre. Ele enrola, para que pudesse voltar para Margarida. Seus pais, então, expulsam-na da fazenda e, junto com os padres do mosteiro, contam para Eugênio que ela tinha morrido. Desolado, ele termina o seminário e vira padre de uma cidadezinha. Atendendo a um chamado de uma moça doente, ele encontra Margarida (tuberculosa). Ele indeciso entre a vida de padre e amar Margarida, fica fora por um tempo, sem avisá-la. Desolada, ela falece. Quando ele retorna, decidido a ficar com ela, ele entra na Igreja e vê seu corpo. Vendo-a morta, ele enlouquece, rasga a batina e some.
  3. Visconde de Taunay: sua principal obra é “Inocência”, que se passa no interior do Mato Grosso e conta a história de Inocência, filha do fazendeiro Pereira, que zelava muito pela pureza da filha, prometendo-a a um assassino de aluguel, Manecão Doca (para que ninguém mais se aproximasse da filha). Ocorre que a filha tinha maleita (malária) e, na ida para comprar os remédios em outro estado, Pereira encontra o curandeiro Cirino, que tem remédios para sua filha. Com o tempo, cuidando da saúde de Inocência, ele se apaixona por ela e vice-versa, sem que Pereira desconfie. Nesse meio tempo, a fazenda hospeda um zoólogo alemão que estudava borboletas, chamado Meyer. Este, em seus estudos, descobre uma nova e linda borboleta, dando o nome de Inocência. Ofendido, Pereira o expulsa da fazenda. Cirino, disposto a desposar Inocência, pede ajuda ao sábio Cesário, padrinho dela, que morava numa cidade vizinha. Este o aconselha que espere três dias para que tome uma decisão. Manecão resolve visitar Inocência e, percebendo que existe outro interessado na garota (e achando que era o Meyer), vai à procura dele na mesma cidade em que se encontra Cirino. Tico, anão de segurança de Aurélia (exemplo de zoomorfismo: ele vigiava Aurélia como um cão de guarda), diz para Manecão que era Cirino que estava interessado em Aurélia. Manecão mata Cirino na beira da estrada. Sabendo da morte de seu amado, Inocência falece e seu padrinho a enterra ao lado de Cirino. Ao enfiar a cruz no túmulo dos dois, pousa nela uma borboleta, do mesmo tipo que Meyer tinha nomeado Inocência. Final trágico.
  4. Franklin Távora: principal obra é “O Cabeleira”, que fala de um bandido que se apaixona e tenta mudar de vida.

[Ache os cursos e faculdades ideais para você!]

Tags: , ,

Comente