8 dicas essenciais para tirar 10 na redação da Fuvest 2017

Vestibular — Escrito por

A redação da Fuvest não é brincadeira. Difícil e com grande peso na nota final, pode ser um problemão para quem chegar à segunda fase do vestibular.

 

O texto aqui é um tanto diferente do Enem, por exemplo. A Fuvest gosta de testar principalmente o conhecimento sociológico dos alunos, saber se eles conseguem articular ideias e se posicionar diante de temas que estão diretamente relacionados à realidade do planeta.

 

Nas últimas edições, foram abordadas questões como utopia, envelhecimento da população, segregação cultural brasileira, participação política e consumo.

 

Por isso é tão importante estar bem preparado para encarar esse desafio – que é comum a todo mundo que passa para a segunda etapa do concurso.

 

Pensando nisso, preparamos 8 dicas essenciais para você tirar 10 na redação da Fuvest 2017. Confira!

 

 

1. Antes de mais nada, tire de letra o formato da redação da Fuvest

Como a gente já adiantou lá em cima, a redação da Fuvest é vital para todos os cursos. O peso que ela tem é enorme. Vale nada menos que 50 pontos (de 100 possíveis) na prova de Língua Portuguesa.

 

Ela deve ser feita por todo mundo que for classificado para a segunda fase do vestibular, seja em curso de Humanas, Exatas ou da Saúde. Não tem escapatória: quem quiser passar na Fuvest vai ter que articular e apresentar suas ideias com perfeição.

 

O formato da redação da Fuvest é o dissertativo. Isso significa que o candidato terá que apresentar um bom conhecimento do tema, com o desenrolar coerente de pensamento, fundamentar seu ponto de vista com dados, estatísticas e referências (se for o caso).

 

E como se estuda para isso? Lendo muito sobre temas da atualidade, conhecendo algumas das principais correntes filosóficas e sociológicas do pensamento ocidental, discutindo assuntos com professores e, claro, praticando bastante o formato solicitado.

 

 

2. Demonstre que conhece bem a Língua Portuguesa, mas cuidado com os malabarismos

Um bom texto não é aquele cheio de palavras difíceis, floreios, malabarismos linguísticos e frases de efeito. Um bom texto é claro e direto, sem rodeios, sem muitos adjetivos ou apostos.

 

Tenha isso sempre em mente na hora de estudar e praticar a redação. Lembre-se de que os avaliadores têm milhares de outros textos para corrigir, e quanto mais claro for o seu, maiores as chances de ser bem compreendido e tirar uma nota 10.

 

E, sim, gramática é importante. Você não vai ser reprovado se apresentar uma boa ideia e o texto tiver alguns errinhos bobos, como a grafia incorreta de uma palavra ou uma vírgula mal colocada, mas isso pode render alguns pontinhos a menos. A Fuvest é bem clara em dizer, no edital, que aspectos gramaticais, morfológicos, sintáticos e de pontuação serão, sim, levados em conta na hora da avaliação final.

 

Redobre a atenção a questões mais sérias, como erros de concordância verbal e nominal.

 

Ah, e cuidado para não trazer para o texto da redação as grafias que a gente costuma usar na internet e em mensagens de texto, como “pq”, “vc”, “tb”.

 

 

3. Passe longe daquilo que pode render um zero

Você vai tirar nota zero na redação da Fuvest se:

  • Desenvolver um tema diferente do que foi pedido
  • Fizer um texto menor do que o limite mínimo definido nas instruções da prova
  • Elaborar um texto em um formato diferente do solicitado
  • Fizer uso de termos chulos
  • Desenhar nas provas

 

 

4. Pesquise redações que tiraram nota máxima na Fuvest

Na internet dá para encontrar inúmeros exemplos de redações que tiraram nota máxima na Fuvest, em diferentes edições. Use-os como referência para entender como um texto nota 10 é construído!

 

Neles, tente perceber a estrutura de pensamento que o autor apresentou, a originalidade da ideia e o grau de conhecimento em relação ao tema. Você vai ver que não é nenhum bicho de sete cabeças.

 

5. Cuidado para não falar além do necessário

O recomendado é que você mantenha seu texto no tema pedido e desenvolva a ideia dentro daquele enfoque específico. Mas muita gente, na ansiedade de provar para o avaliador que tem muito conhecimento sobre o assunto, acaba pecando pelo excesso.

 

Por isso é importante não cair no erro de ampliar demais a discussão.
Se o texto pedir que você fale sobre a Guerra na Síria, por exemplo, evite remontar a todo o passado de guerra do país, desde os conflitos dos fenícios com os persas e os romanos – a menos, é claro, que o enunciado peça isso.

 

Uma boa ideia é ler e reler o enunciado várias vezes, inclusive enquanto estiver fazendo o rascunho. Isso ajuda a focar naquilo que realmente interessa. Leve isso para seus treinos também.

 

 

6. É sempre bom estruturar um roteiro de ideias

Tanto no dia da prova como nos seus treinos, monte sempre um roteiro de ideias antes e durante a elaboração da redação.

 

E isso é muito fácil. Reserve um espaço no rascunho para enumerar as ideias mais importantes que lhe vêm à mente a respeito do tema. Pode ir acrescentando outras mais conforme escreve – o rascunho serve para isso mesmo.

 

Essa técnica simples evita que alguma informação importante fique de fora.

 

Só tenha cuidado para não ampliar demais o universo de informações – conforme citamos na dica 5.

 

 

7. Controle bem o tempo: cada minuto conta

A redação será feita somente por quem passa para a segunda fase da Fuvest. As provas acontecem normalmente em três dias do mês de janeiro – de domingo a terça-feira.

 

A redação vai ser a primeira prova que você vai fazer. Serão dadas quatro horas para resolver 10 questões dissertativas de Língua Portuguesa (que incluem Literatura) e depois elaborar o texto.

 

Parece bastante tempo, mas acredite: não é. As questões de português são longas, complexas, repletas de textos e vão exigir todo o cuidado do mundo do candidato.

 

A redação não fica atrás. Vai ser preciso queimar muito neurônio para fazer o texto perfeito.

 

Por isso, enquanto tiver treinando, use sempre um relógio para cronometrar o tempo. O ideal é que você consiga fazer todo o processo da redação em no máximo, estourando, uma hora e meia – o que inclui a leitura do texto-base, o encadeamento de ideias, a produção do rascunho, a revisão, a transferência do texto oficial para a folha-resposta e a revisão final.

 

 

8. Tenha sempre um plano B na manga

A Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSC-SP) são excelentes instituições, mas não são as únicas a oferecer ensino de qualidade.

 

Como a gente sabe bem que a Fuvest é bastante concorrida e conseguir a vaga pode ser tão difícil quanto ganhar na loteria, ter um plano B é sempre importante.

 

Por isso a gente separou algumas faculdades bem avaliadas pelo MEC onde você pode fazer seu curso com a tranquilidade de quem terá o diploma bem aceito no mercado de trabalho.

 

Conheça:

 

 

Veja também:

70 assuntos que sempre caem na Fuvest

 

 

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