Vírgula – Tire suas dúvidas

Português — Escrito por

Por: Universo Policial

Apesar de parecer simples, o uso da vírgula é um elemento da escrita em que muitos tropeçam. E uma vírgula mal colocada, ou a falta dela, pode prejudicar completamente a clareza de um texto, tornando-o ambíguo e obscuro. Então, que tal saber mais e tirar suas dúvidas sobre o emprego da vírgula?

Para falar a verdade, virgular bem não é fácil, porque é preciso ter um bom conhecimento de sintaxe para dominar esse sinal de pontuação. Acrescenta-se a isso o fato de o uso da vírgula ser uma matéria controvertida entre os gramáticos. Não existe unanimidade nem regras absolutas. Diante disso, faremos aqui um apanhado do que o uso geral vem sancionando e, no final, abriremos espaço para suas dúvidas.

Para começar, é imprescindível acabar com a lenda de que o uso da vírgula está relacionado à respiração. Esqueça isso! Se assim fosse, cada um iria usar a vírgula de um jeito, concorda? Na verdade, o emprego da vírgula depende da estrutura sintática da oração. Você não sabe nada de sintaxe ou esqueceu tudo o que o professor de Português falou naquelas aulas que pareciam enfadonhas? Sim? Então, vamos dar uma pequena revisada.

Todo termo, palavra ou expressão desempenha uma função no período, e é por meio da análise sintática que se reconhecem essas funções. Quais seriam essas funções? Entre outras, as seguintes:

– Sujeito – é o ser de quem se diz alguma coisa ou que pratica a ação.
– Predicado – é aquilo que se afirma do sujeito.
– Predicativo – é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.
– Objeto direto e indireto – são os complementos verbais.
– Agente da passiva – representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo.
– Adjunto adnominal – é o termo que caracteriza ou determina os substantivos.
– Adjunto adverbial – é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.).
– Aposto – é uma palavra que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração.
– Vocativo – é o termo usado para chamar o ser a que nos dirigimos.

Fizemos apenas uma síntese, e deve ter ficado meio confuso, não foi? Por isso e, para virgular com precisão, é imperioso que você se aprofunde na análise sintática. Não se esqueça de estudar os diversos tipos de períodos e de orações.
Continuando o desenvolvimento do nosso tema, vamos falar sobre as funções da vírgula.
Funções da vírgula
A vírgula, do mesmo modo que os demais sinais de pontuação, exerce três funções básicas:
·Marcar as pausas e as inflexões da voz na leitura; (A lenda que relaciona uso da vírgula com respiração nasceu dessa função que ela desempenha, mas não há que se confundir entoação verbal com respiração, certo?)
·Enfatizar e/ou separar expressões e orações;
·Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambigüidade.

Antes de falarmos especificamente sobre os casos de uso da vírgula, é melhor esclarecermos quando ela não deve ser empregada. Para isso, é preciso que você saiba que o período segue uma seqüência lógica, também chamada dPor: Universo Policial

Apesar de parecer simples, o uso da vírgula é um elemento da escrita em que muitos tropeçam. E uma vírgula mal colocada, ou a falta dela, pode prejudicar completamente a clareza de um texto, tornando-o ambíguo e obscuro. Então, que tal saber mais e tirar suas dúvidas sobre o emprego da vírgula?

Para falar a verdade, virgular bem não é fácil, porque é preciso ter um bom conhecimento de sintaxe para dominar esse sinal de pontuação. Acrescenta-se a isso o fato de o uso da vírgula ser uma matéria contro ambiguidadevertida entre os gramáticos. Não existe unanimidade nem regras absolutas. Diante disso, faremos aqui um apanhado do que o uso geral vem sancionando e, no final, abriremos espaço para suas dúvidas.

Para começar, é imprescindível acabar com a lenda de que o uso da vírgula está relacionado à respiração. Esqueça isso! Se assim fosse, cada um iria usar a vírgula de um jeito, concorda? Na verdade, o emprego da vírgula depende da estrutura sintática da oração. Você não sabe nada de sintaxe ou esqueceu tudo o que o professor de Português falou naquelas aulas que pareciam enfadonhas? Sim? Então, vamos dar uma pequena revisada.

Todo termo, palavra ou expressão desempenha uma função no período, e é por meio da análise sintática que se reconhecem essas funções. Quais seriam essas funções? Entre outras, as seguintes:

– Sujeito – é o ser de quem se diz alguma coisa ou que pratica a ação.
– Predicado – é aquilo que se afirma do sujeito.
– Predicativo – é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.
– Objeto direto e indireto – são os complementos verbais.
– Agente da passiva – representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo.
– Adjunto adnominal – é o termo que caracteriza ou determina os substantivos.
– Adjunto adverbial – é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.).
– Aposto – é uma palavra que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração.
– Vocativo – é o termo usado para chamar o ser a que nos dirigimos.

Fizemos apenas uma síntese, e deve ter ficado meio confuso, não foi? Por isso e, para virgular com precisão, é imperioso que você se aprofunde na análise sintática. Não se esqueça de estudar os diversos tipos de períodos e de orações.
Continuando o desenvolvimento do nosso tema, vamos falar sobre as funções da vírgula.
Funções da vírgula
A vírgula, do mesmo modo que os demais sinais de pontuação, exerce três funções básicas:
·Marcar as pausas e as inflexões da voz na leitura; (A lenda que relaciona uso da vírgula com respiração nasceu dessa função que ela desempenha, mas não há que se confundir entoação verbal com respiração, certo?)
·Enfatizar e/ou separar expressões e orações;
·Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambigüidade.

Antes de falarmos especificamente sobre os casos de uso da vírgula, é melhor esclarecermos quando ela não deve ser empregada. Para isso, é preciso que você saiba que o período segue uma Sequência lógica, também chamada de ordem direta ou ordem habitual, a saber: sujeito -> verbo -> complemento -> circunstâncias.

Entenderam agora a necessidade de dominar a análise sintática? Bom, seguindo essa Sequência, sem interferência, não há vírgula, isto segundo a maioria dos gramáticos. Digo “maioria dos gramáticos” porque alguns afirmam que ela seria optativa antes das “circunstâncias” ou, gramaticalmente falando, antes dos adjuntos adverbiais. Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (ordem direta, sem vírgula)

Sabendo disso, vamos ver os casos em que a vírgula não é usada.

Não deve ocorre vírgula

1 – Entre o sujeito e o verbo:
Ex.: Os policiais prenderam o infrator.
O sargento é mestre em artes marciais.
2 – Entre verbo e complementos verbais:
Ex.: Encontramos o suspeito.
Obedecemos às ordens do comandante.
3 – Antes de orações subordinadas substantivas, exceto as apositivas.
Ex.: Convém que deixemos o local.
Espero que nenhum policial cometa erros durante a operação.
4 – Antes de orações adjetivas restritivas:
Ex.: Ele é o homem que mata passarinhos.
Um vegetal é um animal que dorme.
5 – Em orações coordenadas ligadas por “e” que tenham o mesmo sujeito:
Ex.: Chegou e prendeu o infrator.
Agora, sim, vamos estudar os casos de uso da vírgula.
Casos de uso da vírgula

Usa-se a vírgula para:
1 – Assinalar o vocativo (é o termo com que se interpela/chama o ouvinte/interlocutor):
Ex.: Sargento Mike, compareça ao local da ocorrência.
Cidadão, você será conduzido à delegacia da cidade.
2 – Assinalar o aposto (é o termo da oração que serve par explicar um termo anterior, identificando-o, esclarecendo ou qualificando-o):
Ex.: O comandante do batalhão, pessoa justa, não condenou o sindicado.
Inspetor Bugiganga, policial criativo, prendeu os criminosos.
3 – Precedendo termos de mesmo valor sintático:
Ex.: Amor, fortuna, ciência, somente isso não traz felicidade.
Foram apreendidas armas de fogo, substâncias entorpecentes e bicicletas furtadas.
4 – Precedendo orações coordenadas assindeticamente, isto é, sem uso de conjunções. Via de regra, são orações não introduzidas pela conjunção aditiva “e”.
Ex.: Aborde-o, reviste-o, algeme-o e prenda-o.
Teimou, insistiu, tornou a insistir e acabou sendo demitido.
Chegou a casa, sentou no sofá, ligou o televisor, buscou o canal certo, acomodou-se e assistiu ao filme.
5 – Entre as orações intercaladas:
Ex.: A guerra, disse o general, é uma defesa prévia.
A arma de fogo, disse o policial, é minha ferramenta de trabalho.
6 – Para marcar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex.: O carnaval, que é tradicional, a cada ano está mais perigoso.
A alma, que é imortal, integra-se ao cosmo.
7 – Entre expressões explicativas ou retificativas (isto é, a saber, por exemplo, a meu ver, na minha opinião, digo, ou melhor, quer dizer, etc.):
Ex.: O criminoso, digo, o cidadão infrator, foi detido às nove horas.
O governador, ou melhor, o excelentíssimo senhor governador, dará um aumento de 100% à classe policial.
8 – Entre as conjunções coordenativas adversativas e conclusivas, quando pospostas/intercaladas (porém, contudo, entretanto, todavia, logo, portanto, etc.):
Ex.: O tiroteio, porém, continuava.
O sargento, portanto, foi homenageado.
9 – Nas datas e endereços:
Ex.: Belo Horizonte, 13 de novembro de 2008.
Rua da Alegria, nº 30.
10 – Para indicar zeugma (elipse/omissão de um ou mais termos anteriormente citados):
Ex.: Uns diziam que se suicidou; outros, que foi assassinado. (elipse do verbo “diziam”)
O dia estava quente; o sol, escaldante. (elipse do verbo “estava”)
Nós viemos da terra; eles, do mar. (elipse do verbo “vieram”)
11 – Precedendo orações principais pospostas:
Ex.: Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
12 – Antes de “e”, quando as orações apresentarem sujeitos diferentes ou quando o “e” se repetir:
Ex.: Fez-se o céu, e a terra, e o mar.
João escreveu uma carta, e José arrumou a cama.
13 – Nos elementos paralelos de um provérbio:
Ex.: Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
14 – Em construção com termos pleonásticos:
Ex.: Bom policial, talvez não mais o seja.
14 – Para separar predicativos situados antes do verbo (predicativo é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.):
Ex.: Destemidos e intrépidos, os policiais avançavam pela área de risco.
15 – Orações subordinadas substantivas apositivas:
Ex.: Fez-nos um pedido, que mantivéssemos suas vírgulas.

Casos controversos entre os gramáticos
1 – Adjuntos adverbiais e orações adverbiais.
Como vimos acima, o adjunto adverbial é o último elemento da frase, e a oração subordinada adverbial deve vir após a oração principal (Sequência lógica ou ordem direta). Diante disso, alguns gramáticos afirmam que, sempre que o adjunto adverbial ou a oração adverbial vierem deslocados da ordem direta da frase, é necessário o uso da vírgula para marcar esse deslocamento. Outros, dizem que a vírgula é optativa. Outros, porém, ensinam que, nesses casos, o uso da vírgula deve condicionar-se ao número de palavras que contém o adjunto adverbial ou a oração subordinada adverbial. Outros, ainda, dizem que, mesmo a oração subordinada adverbial estando posposta (após) a principal, somente não é usada a vírgula nas orações subordinadas adverbiais finais e orações subordinadas adverbiais conformativas. E outros gramáticos estabelecem outras regras. Então, qual regra usar? Se for num vestibular ou concurso, use as regras do livro indicado no edital. Agora, no dia-a-dia, creio que se deva buscar a harmonia, o ritmo, a melodia, o equilíbrio e, principalmente, a clareza.
Veja exemplos do que acabamos de falar:
Ordem direta da frase:
Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (sem vírgula)
Os policiais militares desencadearam a operação lei seca, durante o jogo da seleção brasileira. (com vírgula)
Adjunto adverbial deslocado:
Ex.: Durante o jogo da seleção brasileira, os policiais militares desencadearam a operação lei seca. (com vírgula)
Os policiais militares desencadearam ontem a operação lei seca. (sem vírgula)
Período composto. Sequência normal:
Ex.: O cadete deixou de lado as antigas aspirações quando menos se esperava. (sem vírgula)
O cadete deixou de lado as antigas aspirações, quando menos se esperava. (com vírgula)
Período composto. Oração adverbial deslocada (intercalada ou anteposta):
Ex.: O cadete, quando menos se esperava, deixou de lado suas antigas aspirações.
Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
Suas antigas aspirações, segundo diziam todos, eram irrealizáveis.

2 – Há também entre os gramáticos controvérsia quanto ao uso da vírgula nas orações reduzidos de gerúndio ou de particípio. Os pontos de conflito são semelhantes aos dos adjuntos verbais e das orações subordinadas adverbiais. Alguns gramáticos afirmam que a ausência da vírgula diante das orações reduzidas é a regra em qualquer tipo de oração adverbial na sua ordem habitual, isto é, depois da oração principal, não anteposta nem intercalada. Outros, afirmam que a vírgula é obrigatória. Outros, afirmam que ela é optativa. Então, caro internauta, é você quem decide.
Ex.: Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos realizando a justiça. (sem vírgula)

Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos, realizando a justiça. (com vírgula)
Terminando o trabalho, pode descansar. (com vírgula)
Era isso o que tínhamos para lhe dizer. Caso tenha ficado alguma dúvida, use o campo comentários para esclarecê-la.

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Entenderam agora a necessidade de dominar a análise sintática? Bom, seguindo essa seqüência, sem interferência, não há vírgula, isto segundo a maioria dos gramáticos. Digo “maioria dos gramáticos” porque alguns afirmam que ela seria optativa antes das “circunstâncias” ou, gramaticalmente falando, antes dos adjuntos adverbiais. Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (ordem direta, sem vírgula)

Sabendo disso, vamos ver os casos em que a vírgula não é usada.

Não deve ocorre vírgula

1 – Entre o sujeito e o verbo:
Ex.: Os policiais prenderam o infrator.
O sargento é mestre em artes marciais.
2 – Entre verbo e complementos verbais:
Ex.: Encontramos o suspeito.
Obedecemos às ordens do comandante.
3 – Antes de orações subordinadas substantivas, exceto as apositivas.
Ex.: Convém que deixemos o local.
Espero que nenhum policial cometa erros durante a operação.
4 – Antes de orações adjetivas restritivas:
Ex.: Ele é o homem que mata passarinhos.
Um vegetal é um animal que dorme.
5 – Em orações coordenadas ligadas por “e” que tenham o mesmo sujeito:
Ex.: Chegou e prendeu o infrator.
Agora, sim, vamos estudar os casos de uso da vírgula.
Casos de uso da vírgula

Usa-se a vírgula para:
1 – Assinalar o vocativo (é o termo com que se interpela/chama o ouvinte/interlocutor):
Ex.: Sargento Mike, compareça ao local da ocorrência.
Cidadão, você será conduzido à delegacia da cidade.
2 – Assinalar o aposto (é o termo da oração que serve par explicar um termo anterior, identificando-o, esclarecendo ou qualificando-o):
Ex.: O comandante do batalhão, pessoa justa, não condenou o sindicado.
Inspetor Bugiganga, policial criativo, prendeu os criminosos.
3 – Precedendo termos de mesmo valor sintático:
Ex.: Amor, fortuna, ciência, somente isso não traz felicidade.
Foram apreendidas armas de fogo, substâncias entorpecentes e bicicletas furtadas.
4 – Precedendo orações coordenadas assindeticamente, isto é, sem uso de conjunções. Via de regra, são orações não introduzidas pela conjunção aditiva “e”.
Ex.: Aborde-o, reviste-o, algeme-o e prenda-o.
Teimou, insistiu, tornou a insistir e acabou sendo demitido.
Chegou a casa, sentou no sofá, ligou o televisor, buscou o canal certo, acomodou-se e assistiu ao filme.
5 – Entre as orações intercaladas:
Ex.: A guerra, disse o general, é uma defesa prévia.
A arma de fogo, disse o policial, é minha ferramenta de trabalho.
6 – Para marcar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex.: O carnaval, que é tradicional, a cada ano está mais perigoso.
A alma, que é imortal, integra-se ao cosmo.
7 – Entre expressões explicativas ou retificativas (isto é, a saber, por exemplo, a meu ver, na minha opinião, digo, ou melhor, quer dizer, etc.):
Ex.: O criminoso, digo, o cidadão infrator, foi detido às nove horas.
O governador, ou melhor, o excelentíssimo senhor governador, dará um aumento de 100% à classe policial.
8 – Entre as conjunções coordenativas adversativas e conclusivas, quando pospostas/intercaladas (porém, contudo, entretanto, todavia, logo, portanto, etc.):
Ex.: O tiroteio, porém, continuava.
O sargento, portanto, foi homenageado.
9 – Nas datas e endereços:
Ex.: Belo Horizonte, 13 de novembro de 2008.
Rua da Alegria, nº 30.
10 – Para indicar zeugma (elipse/omissão de um ou mais termos anteriormente citados):
Ex.: Uns diziam que se suicidou; outros, que foi assassinado. (elipse do verbo “diziam”)
O dia estava quente; o sol, escaldante. (elipse do verbo “estava”)
Nós viemos da terra; eles, do mar. (elipse do verbo “vieram”)
11 – Precedendo orações principais pospostas:
Ex.: Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
12 – Antes de “e”, quando as orações apresentarem sujeitos diferentes ou quando o “e” se repetir:
Ex.: Fez-se o céu, e a terra, e o mar.
João escreveu uma carta, e José arrumou a cama.
13 – Nos elementos paralelos de um provérbio:
Ex.: Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
14 – Em construção com termos pleonásticos:
Ex.: Bom policial, talvez não mais o seja.
14 – Para separar predicativos situados antes do verbo (predicativo é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.):
Ex.: Destemidos e intrépidos, os policiais avançavam pela área de risco.
15 – Orações subordinadas substantivas apositivas:
Ex.: Fez-nos um pedido, que mantivéssemos suas vírgulas.

Casos controversos entre os gramáticos
1 – Adjuntos adverbiais e orações adverbiais.
Como vimos acima, o adjunto adverbial é o último elemento da frase, e a oração subordinada adverbial deve vir após a oração principal (seqüência lógica ou ordem direta). Diante disso, alguns gramáticos afirmam que, sempre que o adjunto adverbial ou a oração adverbial vierem deslocados da ordem direta da frase, é necessário o uso da vírgula para marcar esse deslocamento. Outros, dizem que a vírgula é optativa. Outros, porém, ensinam que, nesses casos, o uso da vírgula deve condicionar-se ao número de palavras que contém o adjunto adverbial ou a oração subordinada adverbial. Outros, ainda, dizem que, mesmo a oração subordinada adverbial estando posposta (após) a principal, somente não é usada a vírgula nas orações subordinadas adverbiais finais e orações subordinadas adverbiais conformativas. E outros gramáticos estabelecem outras regras. Então, qual regra usar? Se for num vestibular ou concurso, use as regras do livro indicado no edital. Agora, no dia-a-dia, creio que se deva buscar a harmonia, o ritmo, a melodia, o equilíbrio e, principalmente, a clareza.
Veja exemplos do que acabamos de falar:
Ordem direta da frase:
Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (sem vírgula)
Os policiais militares desencadearam a operação lei seca, durante o jogo da seleção brasileira. (com vírgula)
Adjunto adverbial deslocado:
Ex.: Durante o jogo da seleção brasileira, os policiais militares desencadearam a operação lei seca. (com vírgula)
Os policiais militares desencadearam ontem a operação lei seca. (sem vírgula)
Período composto. Seqüência normal:
Ex.: O cadete deixou de lado as antigas aspirações quando menos se esperava. (sem vírgula)
O cadete deixou de lado as antigas aspirações, quando menos se esperava. (com vírgula)
Período composto. Oração adverbial deslocada (intercalada ou anteposta):
Ex.: O cadete, quando menos se esperava, deixou de lado suas antigas aspirações.
Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
Suas antigas aspirações, segundo diziam todos, eram irrealizáveis.

2 – Há também entre os gramáticos controvérsia quanto ao uso da vírgula nas orações reduzidos de gerúndio ou de particípio. Os pontos de conflito são semelhantes aos dos adjuntos verbais e das orações subordinadas adverbiais. Alguns gramáticos afirmam que a ausência da vírgula diante das orações reduzidas é a regra em qualquer tipo de oração adverbial na sua ordem habitual, isto é, depois da oração principal, não anteposta nem intercalada. Outros, afirmam que a vírgula é obrigatória. Outros, afirmam que ela é optativa. Então, caro internauta, é você quem decide.
Ex.: Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos realizando a justiça. (sem vírgula)

Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos, realizando a justiça. (com vírgula)
Terminando o trabalho, pode descansar. (com vírgula)
Era isso o que tínhamos para lhe dizer. Caso tenha ficado alguma dúvida, use o campo comentários para esclarecê-la.

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