A Guerra dos Três Henriques

História — Escrito por

A guerra dos três Henriques, está ligada ao Absolutismo Inglês.

Absolutismo

Diversos fatores contribuíram para a formação dos estados nacionais: O impulso dado ao comércio, a partir da baixa idade média. As lutas constantes entre os senhores feudais e as permanentes tentativas dos reis para consolidarem seu poder.

O desenvolvimento da língua nacional, somado a expansão da cultura, a partir da invenção da imprensa. A idéia de que os reis catalisadores das aspirações nacionais, eram figuras sagradas, imbuídas por Deus.

A organização de um corpo burocrático-administrativo, subordinado à autoridade do rei.
Os teóricos do absolutismo foram os responsáveis pelo conjunto ideológico da idade moderna. Nicola Macchiavel (membro do governo dos Medicis, de Florença), deixou algumas importantes como: “O príncipe”, “Mandrágora”, “discursos sobre a década de Tito Lívio”, critica a divisão das repúblicas italianas, defendo à unificação da Itália.

Defendia a idéia de que os fins justificavam os meios e a de que o soberano deveria ser amado e temido, no entanto, não podendo escolher das duas situações, deveria optar pela últi-ma. Thomas Hobbes que no livro “Leviatã” (Nome do monstro fenício do caos), defendia a idéia de que o ho-mem nasceu livre, porém, mau – O homem é o lobo do homem.

Para acabar com a maldade humana, o homem abriu mão da sua liberdade ou estado natural, assinando um contrato que cede seus direitos ao soberano. Jacques Bossuet, Preceptor de Luís XV, escreve no seu livro “Política sagrada segundo a sagrada escritu-ra”, o princípio do direito divino dos reis. Jean Bodin autor de “A República” defendia a idéia da soberania não partilhada e Hugo Grotius autor de “Do direito da paz e da guerra”, trata do direito internacional, onde defende o poder ilimitado do Estado.

A formação das monarquias nacionais na França e na Inglaterra. Na França começa com os Capetíngios (de Hugo Capeto), com destaque para Felipe Augusto ou Felipe II, participante da III Cruzada, e contando
com ajuda da burguesia, organizou o exército nacional, onde au-mentou as fronteiras do reino, vencendo os ingleses na batalha de Bouvines, onde conquistou diversos domínios. No reinado de Luís IX houve a continuidade da política expansionista de Felipe II. Liderou as duas últimas cruzadas, onde foi canonizado como São Luís.

Com Felipe IV ou Felipe, o belo, na luta de fortalecimento da monarquia nacional entrou em conflito com a igreja católica, pretendo que a mesma pagasse impostos ao Estado. O papa Bonifácio VIII ameaçou de excomungá-lo, onde o rei recuou momentaneamente, mas acabou convocando a Assembléia dos Estados Gerais, onde com apoio do povo escolheu outro papa Clemente V e levou a sede do papado para Avignon (Cativeiro da Babilônia).

Na Inglaterra, os Anglo, Saxões e Jutos (Povos do norte da Alemanha e da Dinamarca), dominaram os Celtas, onde o último rei foi Artur, formado uma Heptarquia: Essex, Sussex, Wessex (Saxões); Anglia, Nor¬túmbria e Mércia (Anglos) e Kent (Jutos). Egberto rei de Wessex unificou a Inglaterra. Guilherme do ducado da Normândia, vence Haroldo II na batalha de Hastings, formando a dinastia dos Plantagenetas, além de formar os Shires (condados) supervisionados pelos sheriffs.

Depois de Guilherme vieram: Henrique II, Ricardo coração de Leão, João Sem-terra que não fez um bom governo perdendo para Felipe II na batalha de Bouvines, e tendo seu poder reduzido quando a nobreza apoiada pela burguesia impuseram ao rei a primeira Carta Magna (1215) e seu sucessor Henrique III foi obrigado a reconhecer a criação do parlamento formado pela câmara dos comuns e câmara dos lordes.

A nobreza se aburguesou iniciando a prática da desapropriação de pequenos e médios proprietários para a criação de ovelhas, com a finalidade de vender lã para as manufaturas de Flandres.

Eduardo III rei da Inglaterra passou a reivindicar o trono da França, com a morte do avô francês Felipe, o belo e do tio Carlos IV, no entanto, os franceses justificaram a coroação de Felipe de Valois, como Felipe VI (sobrinho de Felipe, o belo) alegando e lei sálica que proibia a sucessão pela linhagem feminina na França.

A não aceitação de Eduardo III com a recusa da sua coroação como rei da França e a perda conseqüente do porto de Flandres (em poder dos franceses) aliado comercial da Inglaterra, foram responsáveis pela eclosão da guerra dos cem anos.

-A Guerra dos Cem Anos (1337-1453):

Em 1337 a França declara guerra aos ingleses iniciando um conflito que duraria mais de cem anos.
A guerra não foi contínua com 55 anos efetivamente de combate, e o resto intercalado de tréguas. Durante a primeira fase do conflito foi evidente a supremacia da Inglaterra com vitórias nas batalhas de Crécy, Ecluse e Poitier, onde em 1360 impuseram a paz de Brétigny, onde a Inglaterra ocupa um terço da França.

A situação francesa era desesperadora, assolada pela guerra, peste e fome. No campo surgem as jacqueri-es, em alusão a Jacques Bonhomme (João-Ninguém), destruindo castelos e exterminando seus habitantes.

O exército sufocou a rebelião executando mais de 20.000 pessoas. Na Inglaterra surge revoltas campone-sas lideradas por Wat Tyler. Em 1364 com a ascensão de Carlos V ao trono francês, a França reinicia a guerra, reconquistando a maior parte do território, no entanto, com sua morte, duas dinastias passam a disputar o poder: Os armagnacs e os borguinhões. Com a vitória dos Armagnacs, os Borguinhões aliaram-se aos ingleses que liderados por Henrique V der-rotam os franceses impondo o tratado de Troyes.

A França estava dividida ao norte com os ingleses apoia-dos pelos Borguinhões e o sul governado por Carlos VII, apoiado pelos Armagnacs. O sentimento nacionalista gerado pela prisão do mito Joana D’arc pelos borguinhões mandando-a para Inglaterra, onde foi queimada, insuflou à reação francesa que acabou vitoriosa.

Depois de derrotada na guerra dos cem anos, a Inglaterra passou por outra guerra a das Duas Rosas (1455-1485), onde duas famílias passam a disputar o trono: Lancarsters representado pela rosa vermelha e os Yorks representados pela rosa branca.

O conflito foi resolvido com o casamento entre os membros das duas famílias. Henrique Tudor, da dinastia dos Lancarsters casou com Elisabeth dos Yorks, passando a ser o primeiro rei absolutista da Inglaterra com o título de Henrique VII.

A dinastia Tudor prossegue com Henrique VIII que consolidou o absolutismo fundando o Anglicanismo e usurpando as riquezas da igreja católica. Seguem na dinastia: Eduardo VI que morre com 15 anos; Mary I (Mary Blood) mulher de Felipe II que resta-belece o catolicismo e Elisabeth I (apogeu do absolutismo) Com Elisabeth I a Inglaterra vence a “invencível armada” e passa a se tornar uma grande potência marítima e em sua homenagem foi fundada Virgínia, primeira das treze colônias. A nível interno institucionalizou a lei do cercamento (Enclosure act) acabando com os campos abertos (Open fields) e criou a lei dos pobres. Morre sem deixar herdeiros.

Inicia a dinastia dos Stuarts escoceses. Jaime VI da Escócia era primo de Elisabeth e assumiu o trono como Jaime I, onde para receber apoio dos ingleses, renegou o catolicismo, passando para o anglicanismo, além de perseguir os protestantes. No seu governo partem os primeiros protestantes para as 13 Colônias através do navio Mayflower, onde funda a colônia de Plymouth (primeiro povoamento puritano).

Carlos I tentou ampliar o absolutismo estabelecendo novos impostos sem autorização do parlamento, mas teve que recorrer ao mesmo para pedir dinheiro no combate aos católicos escoceses, e estes concordaram desde que ficasse estabelecido a petição de direitos (Petition of Right), ou seja controle do exército e con-sulta ao parlamento aos novos impostos, diante da recusa surge uma guerra civil que resultará na Revolu-ção puritana formado pelo exército dos cabeças redondas liderados pelo líder do parlamento Oliver Cromwell que vence o exército dos cavaleiros.

O rei Carlos I acaba decapitado. Inicia a fase do commonwealth ou republicana, liderada pelo lorde protetor Oliver Cromwell, onde no seu governo acontece o grande domínio dos mares, através do ato de navegação. Cromwell apesar de ter con-tribuído para o crescimento do domínio inglês, era muito autoritário e depois de sua morte o parlamento optou pelo retorno da monarquia.

O retorno dos Stuarts começa com Carlos II que reinicia uma política absolutista e era simpatizante do cato-licismo. Neste período o parlamento dividiu-se em dois partidos: Whig formado por burgueses liberais e tory formado por conservadores absolutistas favoráveis ao rei.

Com Jaime II a situação se complica pois o monarca casado com uma protestante e pai de duas filhas, aca-ba se casando com uma católica onde deixa um herdeiro. Assustado os partidos se unem contra o rei e Através da Revolução Gloriosa depõe o rei, estabelecendo uma monarquia parlamentarista e assinando a declaração de direitos (Bill of Right), com medidas liberais, colocando no poder Guilherme de Orange ou Guilherme III. A dinastia alemã dos Hanover e a mesma que se encontra no poder com o nome de Windsor.

O absolutismo na França não se consolida na Dinastia vitoriosa dos Valois, depois da guerra dos Cem Anos, devido a guerra de religiões. Durante o governo de Carlos VIII, Francisco I e Henrique III houve uma maior centralização do Estado. Com o governo de Francisco II, acontece o crescimento dos Huguenotes dando origem ao partido hu-guenote, liderado pelo almirante Coligny e pela família dos Bourbons e do outro lado o partido papista de tendência católica, liderado pela família Guise. Acontecem primeiro grande massacre de protestantes em Vassy.

No governo de Carlos IX (1560-1574), destacou-se Catarina de Medicis, a rainha mãe, que praticamente governou pois o filho era menor. No início tentando acabar com as guerras de religiões, cria o Edito de Saint-Germain dando liberdade de culto aos protestantes em algumas cidades.

Casa sua filha Margarida de Valois (Margot) com o protestante Henrique Bourbon, de Navarra, no entanto, no casamento recebeu da família Guise a notícia de uma conspiração dos Huguenotes, estabelecendo o massacre de protestantes que tinham ido para o casamento, inclusive do almirante Coligny – A Noite de São Bartolomeu.

Com Henrique III, acontece a aproximação do cunhado Henrique de Navarra, e Henrique de Guise preocu-pado com a aproximação do rei com os Huguenotes, tenta dar o golpe – A guerra dos Três Henriques – Hen-rique III manda matar Henrique de Guise, e um fanático católico se vinga, matando o rei. Henrique Bourbon, de Navarra, passa a ser o parente mais próximo e para assumir a coroa, abandona a religião huguenote, se tornando católico, com a frase: “Paris bem vale uma missa”.

Com a entrada dos Bourbons acontece a consolidação do absolutismo com Henrique IV. Henrique IV criou o Edito de Nantes proibindo a perseguição dos protestantes. No governo de Henrique IV houve uma recuperação da agricultura permitindo ao duque Sully, primeiro mi-nistro restaurar a economia da França, duplicando as receitas do Estado com o corte de despesas e criação de taxas, como o imposto sobre o sal, além da venda de cargos administrativos. O rei foi assassinado por um fanático. O sucessor Luís XIII era menor de idade, permitindo o período do governo dos cardeais.

O cardeal Richelieu (1624-1642), primeiro ministro da França, diminuiu o poder da alta nobreza, procurando fortalecer o absolutismo, além de um exército forte para combater os protestantes franceses e para enfren-tar os Habsburgos que pretendiam dominar toda Europa pelo Sacro império, iniciando a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), Terminada pelo sucessor cardeal Mazarino no governo de Luís XIV, com a vitória dos Bourbons franceses sobre os Habsburgos, com a assinatura do Tratado de Westfália.

Com a morte de Mazarino, Luís XIV passou a controlar efetivamente o poder da França, caracterizado pela famosa frase: “L’Etat c’est moi” (O Estado sou eu). O “rei sol” (1661-1715) levou o absolutismo ao apogeu, principalmente pela habilidade do ministro das finanças, Jean-Baptiste Colbert.

Luís XIV fundou o palácio de Versalhes, além de revogar o Edito de Nantes, gerando uma nova onda de perseguição aos protestantes.

Felipe V da dinastia de Bourbon e neto de Luís XIV, seria indicado ao trono da Espanha em substituição a Carlos II. Contra essa sucessão, Inglaterra, Holanda, Prússia, Áustria e o sacro império resolveram se unir, dando início à guerra de sucessão espanhola (1700-1713), resolvida pelo Tratado de Utrecht, onde Felipe seria reconhecido no trono espanhol, porém renunciaria ao trono francês.

Ao morrer Luís XIV deixava uma dívida alta nos cofres da França, e seu filho Luís XV prenunciou a deca-dência dizendo: “depois de mim, odilúvio”. Luís XVI foi de capitado na revolução francesa. Luís XVIII voltou ao poder depois da queda de Napoleão. Carlos X, o último dos Bourbons foi derrotado na Revolução Libe-ral de 1830.

O absolutismo no restante da Europa. Na Rússia começou com a extensão de domínio com Ivan, o Grande, chegando nos Montes Urais e com Ivan, O Terrível colonizando a Sibéria. Pedro, O Grande Ocidentalizou os costumes russos, modernizando a máquina do Estado.

Catarina II deu prosseguimento ao trabalho de Pedro, inclusive incentivando cultural-mente com a fundação da Universidade de Moscou. Na Prússia, o absolutismo se consolidou c/ Frederico I, Frederico Guilherme I e Frederico II. Na Áustria, destacaram-se Maria Teresa e José II, sendo este último um déspota esclarecido.

CONTEXTO HISTÓRICO

A noite de São Bartolomeu, massacre de mais de 3 mil protestantes, ocorrido em 24 de agosto de 1572, marca as sangrentas lutas religiosas que atrasaram a consolidação do absolutismo francês. Esse acontecimento caracteriza a fase final da dinastia Valois, que governava a França desde a idade média.

O casamento forçado entre Margot, irmã de Carlos IX (rei da França) e o protestante Henrique de Navarra (Bourbon), não paralisou as lutas religiosas entre católicos e protestantes. Com a noite de São Bartolomeu, ressurgia o combate, estimulado pelo papa, envolvendo várias regiões européias.

Com a morte de Carlos IX, sobe ao trono seu irmão Henrique III, iniciando-se uma guerra civil conhecida como Guerra dos três Henriques, entre Henrique de Guise, que fundou com líderes católicos franceses a Liga Católica e Henrique III, que contou com o apoio de seu cunhado Henrique de Navarra. Os dois últimos lideram o cerco sobre Paris em 1589, quando Henrique III é assassinado.

Henrique de Navarra assume então o trono francês como Henrique IV, convertendo-se ao catolicismo – “Paris bem vale uma missa” – mas publicando o edito de Nantes que dava liberdade de culto aos protestantes.

Seu governo marca o início da dinastia Bourbon, que conhecerá o apogeu do Estado absolutista no longo reinado de Luiz XIV (1661-1715) o “rei sol”, para depois nos reinados de Luiz XV e Luiz XVI, conhecer a decadência e crise, que culminou com a revolução francesa em 1789, acontecimento que marca o início da Idade Contemporânea.

O absolutismo foi a forma de governo que caracterizou os chamados Estados Modernos europeus, marcados pela ampla concentração de poderes nas mãos do rei. Ao longo dos séculos XV e XVI a relação entre rei e burguesia era de aliança, já que ambos simbolizavam o novo (capitalismo nascente), em oposição ao clero e nobreza defendiam o velho (feudalismo decadente).

Enquanto a burguesia representava a iniciativa privada e o comércio (atividade mais promissora da época), o rei representava um Estado forte e protecionista, capaz de padronizar defesa militar (exércitos nacionais), leis e moedas, viabilizando ainda mais a acumulação de capital durante a idade moderna.

Nos séculos XVII e XVIII, a relação entre rei e burguesia passa a ser de confronto, pois a burguesia com muito capital acumulado, reivindica o poder político, voltando-se assim contra seu antigo aliado, através das revoluções inglesas (puritana e gloriosa) entre 1649 e 1688 e da revolução francesa em 1789, antecedida das revoluções industrial e americana e influenciada pelos princípios liberais e iluministas, no contexto de crise do Antigo Regime europeu.

Absolutismo francêS. A partir de 1560, sob a Regência de Catarina de Medicis, são combatidos os calvinistas. No episódio conhecido como a Noite de São Bartolomeu, são assassinados 20 mil huguenotes (protestantes) .

Trava a guerra dos três Henriques, entre 1585 e 1589, para garantir a sucessão dinástica. Em 1589 Henrique de Bourbon sobe ao trono e em 1593 converte-se ao catolicismo sob o pretexto de que Paris vale uma missa. Seguem-se Luís XIII e os cardeais Richelieu e Mazarino. O seu apogeu é alcançado com Luís XIV, o Rei Sol, entre 1661 e 1715.

Luís XIV (1638-1715), conhecido como o Rei Sol, o maior dos reis absolutistas da França. Recebe formação humanista e assume o poder em 1661, um ano após o casamento com Maria Teresa, filha de Felipe IV da Espanha.

Durante seu reinado, que se estende por mais de 50 anos, dá incentivos às atividades culturais, persegue os protestantes, reorganiza o exército e trava guerras contra a Espanha, Holanda, Áustria e Luxemburgo. Constrói o luxuoso Palácio de Versalhes, onde vive a corte francesa. Príncipe caprichoso, aprecia a etiqueta, festas e belas mulheres. Mantém duas amantes e manifesta sempre seu desejo de governar sozinho. A ele se atribui a frase L’État c’est moi” (O Estado sou eu).

Absolutismo inglês. Ganha força inicialmente com a dinastia dos Tudor, entre 1485 e 1603, principalmente com Henrique VIII e Elizabeth I, sendo reforçado com a dinastia dos Stuart. O auge do centralismo acontece com Cromwel, em 1653, durante a República instalada pelo Parlamento, em 1649.

Tenta prosseguir com a restauração monárquica dos Stuart, em 1660, mas as disputas dinásticas, os conflitos entre católicos e protestantes e as lutas entre a Coroa e o Parlamento, dominado pela burguesia, conduzem às revoluções inglesas do séculoXVII. A burguesia, inicialmente ligada ao rei, na necessidade de suplantar os nobres e garantir a expansão comercial, passa a disputar com este o controle do Estado.

Elizabeth I (1533-1603), ou Isabel, rainha da Inglaterra e da Escócia. Filha de Henrique VIII e Ana Bolena. Na infância estuda línguas, música e dança. Sobe ao trono em 1558 e implanta definitivamente o protestantismo na Inglaterra. Aprisiona e manda decapitar Mary Stuart, sua prima e rival, rainha católica da Escócia. Combate Felipe II da Espanha, que representa impedimento à expansão inglesa. Desenvolve
o comércio e a indústria, propiciando um renascimento das artes e um relaxamento dos costumes.

Nessa época, a Inglaterra passa a ser conhecida como merry old England (“alegre e velha Inglaterra”), embora a situação do povo continue ruim. Não faltam tentativas de rebelião e atentados à vida da rainha, mas a ordem social é mantida pelo terror.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

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