Quando se trata de elemento preposicionado, a distinção entre o adjunto adnominal e o complemento nominal é automática na maioria dos casos.

Se o elemento preposicionado estiver ligado a um substantivo concreto, só pode ser adjunto (casa de pedra, lápis de Antônio, estante de livros); se estiver ligado a um adjetivo ou advérbio, só pode ser complemento (capaz de tudo, apto para o serviço, perto de casa).

Se estiver ligado a um substantivo abstrato por qualquer preposição que não seja “DE”, só pode ser complemento (obediência às leis, simpatia por crianças, insistência no detalhe). A única situação em que se admite dúvida entre adjunto adnominal e complemento nominal é quando temos [substantivo abstrato + preposição DE + substantivo] – exatamente como na frase que mandaste (“a explicação + de + estes assuntos”).

Nesse caso – repito, que é o único em que se admite a dúvida entre o AA e o CN -, temos de lembrar que explicação é um substantivo que nominaliza o verbo explicar. O princípio é simples: o sujeito do verbo passa a ser, nas nominalizações, adjunto adnominal, enquanto o objeto passa a complemento nominal.

Se considerarmos que “a construção da casa” provém de “alguém constrói a casa”, casa é CN de construção; no entanto, na frase “a construção de Sérgio Naya”, que provém de “Sérgio Naya constrói alguma coisa”, S.Naya é AA de construção.

Se o teu exemplo fosse “a explicação do funcionário”, funcionário seria AA (ele é o sujeito da oração subjacente); no entanto, como é “a explicação destes assuntos”, é óbvio que destes assuntos é complemento nominal (já que, na oração subjacente, era complemento verbal).

por: sualingua.com.br