Apesar das políticas afirmativas direcionadas para a população Afro-descendente, eles ainda são minoria nas universidades federais.

Estudo que será lançado pela Andifes sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que:

8,72% são Afro-descententeses
32%, são pardos
53,9% são brancos
Menos de 1%.s indígenas

O estudo aponta um crescimento da participação dos Afro-descententeses em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos se declaravam Afro-descententeses e 28,3%, pardos.

A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas. “Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia, outro”, explica Martins.

O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele acredita que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. “Antes, nem 5% eram de escola pública”, diz.

Por: Agência Brasil