As diatomáceas são os organismos mais importantes do plâncton marinho. Estâo presentes também em ambientes de água doce ou ambientes terrestres úmidos. Algumas formas são saprófitas, enquanto que outras podem viver simbioticamente.

Não existem formas coloniais, nem unicelulares (exceto gametas e esporos). As formas mais simples são pluricelulares microscópicas epífitas. As mais complexas podem atingir até 60m de comprimente. A organização do talo pode ser filamentose, pseudoparenquimatosa ou parenquimatosa.

Fazem parte da organização celular:

Parede celular;
Cloroplastos;
Pigmentos: clorofila a, clorofilas c1, c2 e carotenóides;
Reserva: crisolaminarina;
Flagelos.

Diatomáceas da Ordem Pennales podem apresentar movimentação. O mecanismo não está totalmente esclarecido porém, está relacionado com a presença de rafe. Através de estudos de microscopia eletrônica verificou-se a presença de fibrilas na região da rafe, bem com corpos cristalóides, produtores de muco, que facilita a locomoção. O movimento nestas diatomáceas está va dependência da adesão ao substrato. Os “caminhos” percorridos dependem da forma da rafe.

Eucarióticas;

Clorofila a, c1 e c2;
Xantofilas (principalmente fucoxantina) e carotenos (principalmente beta-caroteno);
Reserva: crisolaminarina e óleos;
Parede celular: sílica;
Presença de flagelo no gameta masculino (na Ordem Centrales).

Nas diatomáceas ocorre tanto a reprodução gamética quanto a vegetativa e espórica. A reprodução vegetativa ocorre através da simples divisão celular ou bipartição.

Após a morte das diatomáceas, as frústulas extremamente resistentes devido a presença de sílica, são depositadas no fundo dos lagos ou mares. Estes depósitos podem atingir proporções significativas, como o de Lampoc na Califórnia, de origem marinha que possui milhas de extensão e 200m de espessura. Estes depósitos foram elevados através de atividades geológicas.

No Nordeste do Brasil, também existem alguns destes depósitos, que recebem o nome de terras de diatomáceas. Estas, por sua vez, têm extensivo uso industrial como filtro de líquidos, especialmente em refinarias de açúcar, e como isolante térmico em caldeiras. São empregadas também como abrasivo.

Devido à resistência das paredes das diatomáceas, as frústulas têm sido preservadas ao longo do tempo, permitindo uma análise da flora fóssil e conseqüente dedução da temperatura e alcalinidade das águas de tempos passados. São também utilizadas como indicadores de camadas que podem conter petróleo ou gás natural.

Fonte: Édison José de Paula, Estela Maria Plastino, Eurico Cabral de Oliveira, Flávio Berchez, Fungyi Chow, Mariana Cabral de Oliveira. Retirado do livro: INTRODUÇÃO À BIOLOGIADAS CRIPTÓGAMAS