Agora ficou mais fácil conseguir uma bolsa de estudos para estudar em outros países. O Governo Brasileiro pretende conceder, até 2014, 100 mil bolsas de intercâmbio para pesquisadores em modalidades que vão do nível médio ao pós-doutorado. As Bolsas de estudo no exterior fornecidas pelo governo ajudarão extudantes de todo Brasil a obter experiência em instituições em outros países.

Desse total de bolsas oferecidas, 75 mil ficarão a cargo do governo federal e 25 mil, da iniciativa privada. A meta é incentivar a inovação tecnológica do País e o registro de patentes.

O programa para concessão de bolsa de estudo no exterior visa aumentar a presença de estudantes e pesquisadores do Brasil em instituições de excelência em outros países e aumentar o conhecimento inovador dos trabalhadores para impulsionar a competitividade da indústria nacional.

Bolsas de Estudos no Exterior

Para o programa de Bolsas de estudo no Exterior, o governo federal vai investir R$ 3,16 bilhões em 35 mil bolsasde estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e em outras 40 mil da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, a preocupação inicial são áreas como as de engenharia, ciências exatas, biológicas e da saúde, além da computação e tecnologia da informação. “Enquanto a Coreia do Sul tem um engenheiro para cada quatro formandos, o Brasil tem uma proporção de um para cada 50 formandos”, argumentou o ministro.

Atualmente, apesar de ocupar a 13ª posição no ranking mundial de produção científica, o Brasil está em 47ª lugar no de inovação.

Como conseguir uma Bolsa de Estudos no Exterior

Os bolsistas serão escolhidos por mérito. A seleção será feita a partir do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), gerenciado pelo Ministério da Educação, e pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aos alunos que atingirem nota mínima de 600 pontos.

Neste momento, estão aptos a concorrerem às bolsas de estudos 124 mil alunos em todos os 27 estados. Serão contemplados os estudantes com produção científica diferenciada, alunos premiados em olimpíadas científicas e que já tenham completado no mínimo 40% e no máximo 80% dos créditos necessários para obtenção do diploma.

Os estudantes e pós-doutores do Ciência Sem Fronteiras terão o seu treinamento nas melhores instituições disponíveis, prioritariamente entre as 50 mais bem classificadas nos rankings da Times Higher Education e QS World University Rankings.