Os nomes possuem uma característica muito marcante quanto à morfologia: eles variam em gênero, número e grau. São três categorias essencialmente nominais, não obstante os pronomes apresentarem gênero e número, e, por isso, serem chamados de “nomes gramaticais“.

O gênero na língua portuguesa faz a oposição entre masculino e feminino. Algumas palavras só conhecem o masculino (sofá, garfo, aparelho) ou só o feminino (cadeira, faca, compota). É importante destacar que o gênero não corresponde à noção de sexo, embora muitas vezes possam coincidir.

Por exemplo, “casa” não tem sexo, mas é feminino; “leoa” é fêmea e também apresenta gênero feminino. Do mesmo modo, “vidro” não tem sexo, mas é masculino; “gato” é macho e também do gênero masculino. A desinência que serve para marcar o feminino de uma palavra que se flexiona a partir de um masculino é o morfema -a. Nesse sentido, “leão” e “gato” recebem a desinência -a, marcadora do gênero feminino, gerando as formas “leoa” e “gata”, enquanto “sofá”, “garfo” e “aparelho” não se flexionam no feminino, assim como “cadeira”, “faca” e “compota” não provêm de flexão (por isso, não possuem desinência -a).

NÚMERO

O número também é marcado por uma desinência reiterativa, devido à regularidade do processo de flexão na língua portuguesa. Assim, o número faz a oposição entre singular, com morfema zero, e uma segunda forma originada desta, pelo acréscimo da desinência de número ­-s, marcadora da noção de plural. Servem de exemplo as palavras preciosa (morfema zero de número) e preciosas (desinência -s).

Por outro lado, ainda existe a categoria de grau exclusiva dos nomes, sem ocorrências nos pronomes, que vinha de características flexionais, mas, devido à oscilação de sentido das formas originadas, passou a apresentar fortes características de derivação. Quanto aos tipos de grau, pode-se assinalar uma primeira distinção entre um processo que apenas marca uma quantidade indefinida e um segundo que compara. O primeiro diz-se superlativo absoluto, cujos exemplos são “belíssimo”, “muito inteligente”, “poucas casas”.

O segundo é chamado de comparativo de inferioridade, quando menospreza o sujeito do enunciado ante um outro ser (“Sávio é menos esperto que Romário”); ou de igualdade, quando coloca os dois emparelhados (“Sou tão pobre quanto Deus”); ou de superioridade, quando se superestima o sujeito do enunciado (“Fábio é mais alto do que André”). Ainda há uma modalidade que compara o sujeito com todos os demais, mas, por apresentar formas idênticas ao superlativo absoluto, foi chamado de superlativo relativo, e não de um comparativo, como realmente o é. Observe: “a criança é a mais perfeita das criaturas”, isto é “de todas as criaturas, a criança é a perfeitíssima”.

Por: Professor Moreno