Classificação dos Cometas

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Há várias maneiras de classificar cometas. Basicamente os cometas podem ser divididos em dois grandes grupos principais, os cometas de Curto ou Pequeno Período e os cometas de Longo Período. Cometas de Pequeno Período ou Cometas Periódicos (P/) – São cometas que apresentam período orbital de menos de 200 anos, e pertencem ao sistema solar interno, provavelmente oriundos do Cinto de Kuiper.
Cometas de Longo Período (C/) – Cometas com períodos na ordem de milhões de ano ou superiores a 200 anos. Quando ainda mais longe do sol, os cometas de longo período podem ser eqüidistantes às mais próximas estrelas, isto é, suas origens estariam fora do sistema solar, provavelmente na Nuvem de Oort.

Segundo recentes dados os Cometas Periódicos normalmente são divididos em cometas de Pequeno Período (esses com períodos de menos de 200 anos) e cometas de Longo Período (esses com períodos de mais de 200 anos). Dos 155 cometas de Pequeno Período, foram observados 93 cometas com duas ou mais passagens pelo periélio. Em 1989, quatro destes cometas foram dados definitivamente como perdidos, e outros três estavam provavelmente perdidos, presumivelmente foram desintegrados devido ao calor solar. Assim, alguns estudiosos cometários acharam vantajoso mudar a definição de cometas de pequeno período, diminuindo o tempo de seus períodos para 20 anos. Isto deixa 135 cometas de Pequeno Período (estilo novo) no Catálogo; e 20 outros tendo períodos entre 20 e 200 anos são chamados cometas de Período Intermediário.

Estas duas novas classes estão separadas por um espaço de período pequeno. Os cometas de Pequenos Períodos comuns têm um período de sete anos, com uma distância de periélio de 1.5 AU, e uma pequena inclinação (13) na eclíptica. Todos os cometas de Pequenos ou Curtos Período, segundo a nova classificação, giram ao redor do sol da mesma forma que os Planetas em movimento direto. Nesta nova classificação, os cometas de Período Intermediário então apresentam uma distância de periélio média e uma inclinação maior na eclíptica, sendo que cinco deles apresentam direção retrógrada ao redor do Sol.

O mais famoso deles é P/Halley (com 30 passagens pelo Sol); os outros são P/Tempel-Tuttle (4 passagens), e P/Pons-Gambart, P/Hartley-IRAS, e P/Swift-Tuttle (com menos de três passagens pelo Sol). Foram observados 11 dos 20 cometas de Período Intermediário durante uma única passagem.

Os cometas com órbitas de Longos Períodos são apareceriam ao acaso em todas as direções do céu, e asperamente a metade deles apresenta movimento retrógrado. Dos 655 cometas de Longo Período contidos no Catálogo, 192 deles têm órbitas elípticas, e 122 têm órbitas que são muito ligeiramente hiperbólicas. Finalmente, são listados 341 cometas como tendo órbitas parabólicas, mas isto é bastante enganador porque ou não foi possível descobrir divergências inequívocas de uma parábola (às vezes muito pequeno) no arco ao longo do qual os cometas foram observados ou, mais simplesmente, os cálculos finais nunca foram feitos. Vinte e duas órbitas originais permanecem (nominalmente) ligeiramente hiperbólicas além da órbita de Netuno, mas 19 não apresentam sinais de órbita significativamente diferentes de uma parábola. Três deles tem órbitas significativamente diferente próximas a 50 AU e é provável se tornarem elípticos quando eles estiverem a 50,000 ou 100,000 AU do Sol. A razão é que, entretanto a massa da nuvem de Oort permanece incerta, deveria ser somado à massa do sistema solar interno para computar as órbitas. Aproximadamente 90 cometas foram identificados como novo em órbitas de longo período. Se a mesma proporção existe nas órbitas parabólicas mal computadas, o total deve estar perto de 170 cometas novos no catálogo preparado por Marsden, mas 80 deles não foram identificados.

Grupos de cometas e outros objetos cometários incomuns
Alguns cometas viajam em órbitas notavelmente semelhantes, apenas o tempo de passagens de periélio é apreciavelmente diferente. É pensado que os membros de tal grupo de cometas sejam fragmentos de um cometa maior (cometa pai) que, por força de maré, se partiram em épocas mais cedo pelo Sol ou em alguns casos pelo diferencial da ação de forças não gravitacionais em um núcleo frágil. Historicamente foram observados muitos cometas que se colapsaram.

Diferenças desprezíveis nas velocidades resultantes, embora elas aconteçam com muita suavidade, é suficiente para causar a fragmentação cometária e separa-los ao longo de órbitas próximas, mas distintas uma da outra. Mesmo uma leve variação de a-1 introduz um período de orbital que pode variar por vários anos, e quando os fragmentos do cometa retornam que eles passarão por periélios em épocas extensamente separadas. O melhor exemplo conhecido é o famoso grupo de cometas “Sungrazing” (também chamado Grupo de Kreutz) que tem 12 membros definidos (mais um provável) com distâncias de perihelion entre 0.002 e 0.009 AU (menos que meio raio solar). Seus períodos são de 400 a 2,000 anos, e suas últimas passagens aconteceram entre 1880 e 1970. O fragmento mais famoso do grupo é Cometa Ikeya-Seki 1965 VIII.

Cometas como o P/Schwassmann-Wachmann 1 que tem um período de 15 anos apresenta uma órbita quase circular e um pouco instável entre Júpiter e Saturno, com um periélio que iguala 5.45 AU e um afélio de 6.73 AU; em suas aparições pode ser observado durante vários meses quando defronte para o Sol no céu. Sem qualquer cauda visível, tem explosões irregulares em brilho que fazem sua coma crescer em tamanho durante algumas semanas e se torna até 1,000 vezes tão luminoso mais que o normal.

Outro objeto bastante incomum é o asteróide denominado 2060 Chiron que têm uma órbita semelhante entre Saturno e Urano. Embora fosse primeiro classificado como um asteróide, seu núcleo glacial de uns 300 quilômetros sugere que provisoriamente seja um cometa gigante estacionado em uma órbita quase circular mas instável. Realmente, Chiron desenvolve explosões fracas, esporádicas, e em 1989 uma nebulosidade passageira que o cercou (uma ” coma “) foi informado pela primeira vez. Dentro de alguns mil anos, Chiron poderia ser bastante perturbado por Saturno e vir mais íntimo ao Sol e se tornar um cometa espetacular.

Para objetos distantes que contêm gelos voláteis, a distinção entre asteróides e cometas se torna um assunto de semântica porque muitas órbitas são instáveis; um asteróide que vem mais íntimo ao Sol que o habitual pode se tornar um cometa produzindo uma atmosfera passageira dando a ele um aparecimento meio nebuloso e isso pode desenvolver em uma cauda. Alguns objetos foram reclassificados como resultado de tais ocorrências. Por exemplo, asteróide 1990 UL3 que cruza a órbita de Júpiter, mais tarde foi reclassificado como Cometa P/Shoemaker-Levy 2 em 1990. Reciprocamente, suspeita-se que alguns dos asteróides que se aproximam da Terra (Amors, Apollos, e Atens) poderia ser os núcleos extintos de cometas que perderam a maioria dos gelos e outros materiais voláteis.

Dois cometas luminosos, Morehouse 1908 III e Humason 1962 VIII, exibiram um espectro de cauda bem peculiar nos quais os íons de CO+ predominaram de um modo espetacular, possivelmente por causa de uma abundância anômala de uma molécula original – molécula pai (monóxido de carbono, gás carbônico, ou possivelmente formaldeído [CH2O]) vaporizando do núcleo.

Classificação dos Cometas segundo Armand Delsemme

Classe Kohoutek
Em sua maioria são cometas novos que se aproximam do sol pela primeira vez. Nesta categoria existem mais ou menos uns cem números de cometas conhecidos, vindos de uma distancia de cerca de meio ano-luz. Eles são muito velozes quando próximos ao Sol.

Classe West
Esta classe leva o nome West devido ao cometa do mesmo nome que apareceu em 1975/1976 cujo aparecimento se deu após uma órbita de 16 mil anos. Nela estão incluídos em torno de 450 cometas conhecidos com órbitas de cerca de 2 milhões de anos.

Classe Halley
Em deferência ao cometa de Halley, o mais brilhante deste tipo. Aqui se incluem cerca de dezesseis cometas que voltam a aproximar-se do Sol em um período entre 20 e 200 anos. Mas nenhum deles tem órbita que vai além da mais distante órbita do planeta Netuno em relação ao Sol.

Classe Pons-Winnecke
Pons-Winnecke é o cometa que denomina esta classe, e cujo cometa leva cerca de 6 anos para novo aparecimento próximo ao Sol. Nela incluem-se mais ou menos cem cometas de pequenas órbitas que levam de 5 a 20 anos para retornar. Contudo, esta classe costuma perder alguns cometas devido à alteração das órbitas de alguns cometas devido a interferência dos grandes planetas gasosos quando suas órbitas os levam a passar próximo a eles.

Classe Encke
Esta classe contem cometas com várias passagens pelas cercanias do Sol (chamados velhos cometas) e que apresentam processo de decadência, a caminho de seu final. O cometa que dá nome a esta classe, Encke, parece ser o único a apresentar uma órbita relativamente estável entre os planetas internos, com período de duração de 3,3 anos.

Famílias de Cometas
Os chamados Cometas Periódicos também são divididos em famílias, por sua distância em relação ao Sol. Esta classificação é uma maneira simples para situar alguns
cometas e aquilatar sob influência de qual planeta um cometa está mais sujeito. As duas principais famílias são:

Família Júpiter
Com cerca de 167 membros, esta é a maior família de cometas cujas órbitas são diretamente influenciadas pelo planeta Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

Família Saturno
Está é a segunda família e conta com cerca de mais ou menoss 7 cometas, cujas órbitas sofrem sensível influência de Saturno, o Planeta dos Anéis e que também é o segundo maior planeta do Sistema Solar.

Também existem outras famílias de cometas menos numerosas cujas órbitas são influênciadas pelos outros planetas do Sistema Solar.

Família Sungrazers ou Cometas Kretuz ou Rasantes Solares
Entre os Cometas que desenvolvem fantásticas velocidades quando em seu periélio, estão os chamados Rasantes Solares, que recebem esse nome por passarem extremamente próximos ao Sol e são os corpos celestes mais velozes entre os que habitam nosso Sistema. Devido a velocidade e da sua menor distancia em relação ao Sol, a temperatura desses cometas sobe a milhares de graus, o que sublima e ioniza a maioria dos elementos que constituem o cometa. E, se um desses rasantes não desenvolver velocidade suficiente para escapar a atração gravitacional do sol, certamente vai desaparecer num rápido e final mergulho ao encontro do astro rei. Este tem sido o final da grande maioria dos cometas descobertos pelo SOHO.

Também existem alguns cometas periódicos que apresentam periélios localizados a enormes distancias do Sol (cerca de 750 milhões de quilômetros), significando que em seu ponto de aproximação mais íntima ao Sol esta distancia estaria muito além da órbita da Terra (distância Terra/Sol = 150 milhões de quilômetros; distância Marte/Sol = 227.940 milhões de quilômetros); o que seria um periélio em alguma região mais ou menos próxima à órbita de Júpiter (778.330 milhões de quilômetros do Sol).

Definições Gerais
Cometa de Curto Período Muito Curto
Cometa elíptico, cujo período é inferior a 10 anos.

Cometa de Eclipse
O que é descoberto por ocasião de um eclipse total do Sol.

Cometa de Longo Período ou Cometa não-periódico ou Cometa parabólico
Aquele cuja órbita é praticamente uma parábola.

Cometa de período Intermediário
Aquele cujo período é compreendido entre 10 e 200 anos, e cuja órbita é uma elipse alongada.

Cometa elíptico
Aquele cuja órbita é elíptica. Os cometas de curtos períodos e os cometas de período intermediários apresentam órbitas elípticas.

Cometa hiperbólico
Aquele que tem a peculiaridade de o cálculo da sua órbita conduzir a uma hipérbole, o que indica a possibilidade de não ser ele um membro próprio do sistema solar, são os cometas de períodos muito, muito longos.

Cometa Periódico
Aquele cujo retorno é previsível e pode ser observado. São os periódicos, os cometa de curto período, e o cometa de período intermediário.

Cometas Rasantes Solares

São os cometas que passam muito próximos ao Sol e por vezes acabam mergulhando diretamente no Sol.

Fonte: http://br.geocities.com

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