Por: Alessandra Lemes Prado

A escolha profissional pode ser considerada por muitas pessoas como uma fase delicada, pois é o momento em que o jovem se depara com a necessidade de decidir por uma profissão. Escolher pode ser conflitante por si só, pois implica em abrir mão de outras possibilidades em prol de uma única. Por exemplo, se escolher ser médico, não poderei ser advogado ou arquiteto.

Mas muita calma nessa hora! As escolhas fazem parte de nossas vidas, diariamente nos deparamos com questões similares, quer um exemplo?
Vamos fazer de conta que para o próximo final de semana você recebeu dois convites para programações totalmente distintas, em lugares opostos e que acontecerão no mesmo horário. O que fazer? As duas opções são ótimas, mas só dá para participar de uma.

Bom, você pode começar fazendo uma pesquisa para saber se vai tocar música ou não, que tipo de música vai “rolar”, quem vai participar (amigos, familiares etc), se serão pagos ou não, onde serão realizados etc. Existem diversos critérios de seleção que poderiam ser citados neste exemplo.
Claro que escolher uma “balada” é mais fácil do que escolher uma profissão.

Concordo com você, mas escolher uma profissão pode ser tão prazeroso quanto.   Quer apostar?
A possibilidade de escolhermos uma profissão é relativamente recente, desde os primórdios até pouco tempo atrás, as ocupações eram definidas pela sociedade ou pela família. Ou seja, as profissões eram passadas de pai para filho e as pessoas não tinham o direito à escolha.

Com a industrialização, novos ofícios começaram a surgir e com ela a possibilidade de escolher entre novas alternativas ocupacionais. Atualmente, com globalização e os meios tecnológicos, a diversidade ocupacional não deixa de crescer.
Como escolher diante de tantas opções?

Os especialistas dizem que é necessário dedicar-se e tirar proveito de todas as informações possíveis. Se quiser saber como, aqui vão algumas dicas. Mãos à obra!

Você pode começar fazendo uma lista com o nome de todas as profissões que lhe despertam interesse. Depois, procure informações nos guias de profissões e sites especializados, se informe sobre o que esses profissionais fazem (criam, constroem, cuidam, etc.), onde podem trabalhar (escolas, hospitais, empresas, comércios, etc), quais são as características pessoais exigidas pela profissão (criatividade, comunicabilidade, competitividade, etc.), quais as perspectivas para o mercado de trabalho, quais matérias são estudadas ao longo da graduação, qual é tempo de duração dos cursos.

Entrevistar profissionais que estudaram ou que atuem em áreas relacionadas pode complementar sua pesquisa.

Também é interessante se contatar universidades, para se informar sobre palestras e visitas monitoradas.
Um outro passo é fazer um levantamento das suas habilidades, interesses e características pessoais.

Faça uma lista contendo o que você gosta de fazer e que possam ser aproveitados profissionalmente, como por exemplo, conversar com pessoas, organizar eventos estudantis, participar de feiras de ciências etc. Peça a opinião dos seus pais, familiares, melhores amigos e professores.

Ah! Lembre-se de organizar todas essas informações em um caderno de anotações.