Finalmente chegou momento que a galera conectada mais esperava: o de poder fazer o Enem digitalmente, sem toda aquela papelada se espalhando sobre a mesa.

A notícia é boa, mas o formato, por enquanto, vai ser aplicado de forma experimental em pouco mais de uma dezena de cidades pelo país.

A ideia é que daqui a poucos anos o Enem passe a ser feito totalmente pelo computador — é isso terá um impacto gigantesco na forma de utilizar os resultados mais adiante.

A seguir, entenda tudo sobre como será o Enem digital: quando acontece, como se inscrever e como utilizar as notas para entrar na faculdade!

Sobre o Enem digital

O Enem digital será posto em prática a partir de 2020. Inicialmente, o exame estará disponível apenas 15 capitais, para um público de aproximadamente 50 mil pessoas — o número pequeno se comparado aos mais de quatro milhões que se inscrevem nas provas todos os anos.

O Enem digital não vai ser um bicho de sete cabeças.

Na verdade, o que muda é apenas a forma de fazer a prova, agora sem papel, (exceto para os rascunhos), sem preencher aquele gabarito complicado e sem medo de rasurar a redação.

A prova será aplicada em computadores instalados nos laboratórios de informática das escolas participantes e terá, assim como o tradicional, quatro versões diferentes, 180 questões objetivas no total, mais a redação.

O candidato responde tudo no computador, anota o gabarito e envia tudo diretamente para a base de dados do Ministério da Educação (MEC).

Datas do Enem digital

Em sua versão piloto, as provas do Enem digital serão aplicadas algumas semanas antes do Enem tradicional, mas seguindo o mesmo esquema.

No primeiro domingo tem as provas de Ciências Humanas, Redação e Linguagens e Códigos – tudo com cinco horas e meia de duração.

No segundo domingo, Ciências da Natureza e Matemática – com cinco horas de duração.

Pelo menos em 2020, os exames digitais serão aplicados no mês de outubro, enquanto o tradicional acontece nas primeiras semanas de novembro.

Aí você pode estar se perguntando: e os resultados, também saem antes?

Vamos ver isso a seguir!

Os resultados do Enem digital

Por mais que seja digital, online, rápido e prático, o Enem só vai divulgar os resultados gerais em janeiro do ano seguinte, junto com os do Enem tradicional.

Os motivos para isso não são explicados, mas a gente imagina que seja por causa da correção das redações e para facilitar a logística da coisa.

Por isso, não espere fazer o Enem digital e obter sua nota antes de todo mundo.

Inscreva-se no Enem digital

O Enem digital não vai ter uma inscrição especial, à parte. O processo acontece junto com todo mundo, em maio.

O segredo para garantir participação no formato digital é chegar cedo. Como são apenas 50 mil vagas espalhadas por 15 cidades, quem entrar nas inscrições logo no primeiro dia tem mais chances de optar por esse formato.

Funciona da seguinte forma: quando as inscrições abrirem, corra para acessar o site oficial do Enem, informe seus dados pessoais e, no campo correspondente, assinale a opção de fazer as provas no formato digital.

Essa opção só estará disponível para quem mora ou vai fazer as provas nas cidades-teste, que são:

  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Brasília (DF)
  • Campo Grande (MS)
  • Cuiabá (MT)
  • Curitiba (PR)]
  • Florianópolis (SC)]
  • Goiânia (GO)
  • João Pessoa (PB)
  • Manaus (AM)
  • Porto Alegre (RS)
  • Recife (PE)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • São Paulo (SP)

O valor da taxa de inscrição deve ser o mesmo do formato tradicional. Candidatos isentos também podem participar do Enem digital.

Só é possível fazer uma edição do Enem por ano, ou a digital ou a tradicional.

As vantagens do Enem digital

Até 2026 o Ministério da Educação quer que 100% das aplicações do Enem sejam digitais.

Isso vai permitir que o exame tenha mais de uma edição ao longo do ano (às vezes até três ou quatro, como já acontece nos EUA), com resultados muito mais rápidos.

A nota vai continuar valendo para entrar na disputa por uma vaga no ensino superior.

Ou seja, com o Enem digital será possível participar das duas edições anuais dos principais programas do governo federal de acesso ao ensino universitário:

Sisu – Para vagas em universidades públicas federais, estaduais e municipais.

ProUni – Para disputar uma bolsa de estudos integral ou parcial em faculdade privada bem avaliada pelo MEC.

FIES – Para concorrer a um financiamento estudantil facilitado e fazer aquele curso superior em faculdade privada jogando a dívida lá para depois da formatura.

Além deles, os candidatos ainda têm o bônus de poder usar as notas do Enem para entrar diretamente em diversos cursos oferecidos pelas faculdades privadas, sem ter de passar por qualquer tipo de vestibular. É o chamado “ingresso direto”, disponível num bom número de instituições pelo país.

Aliás, boas faculdades onde estudar é o que não faltam para quem faz o Enem.

Há centenas e centenas de instituições conceituadas no mercado de trabalho onde você pode conseguir vaga num piscar de olhos.

Veja alguns exemplos de onde é possível pode fazer aquele curso presencial ou a distância com toda qualidade:

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