Enem: Filipe, Alana e Pedro estão nervosos, mas acreditam que farão uma boa prova

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Um dia para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Alana Sarmento foi às compras. “Estou no supermercado e vim comprar coisas para não morrer de fome na hora da prova. Tem que ser algo prático e que não faça barulho, porque irrita.”, diz. Ontem, Alana disse que “caiu a ficha” e bateu o desespero por causa da proximidade da prova, mas que, hoje, já estava mais tranquila.

“À tarde, vou estudar alguma coisa de humanas, já que eu estou mais focada nas minhas específicas.”, comenta. Este ano, Alana acredita que a prova vai ser mais difícil porque, segundo um professor do colégio, é o ano internacional da Química e podem cair algumas questões a mais sobre esta matéria. Quando perguntada sobre os possíveis erros, típicos do Enem, Alana resume: “primeiro, eu sento e choro, depois penso no que posso fazer.” Já no sábado, no primeiro dia do Enem, vai sair umas 11h de casa e, depois, dormir à tarde, nada de revisão.

Pedro Moreira estava, pela manhã, reunido com os colegas, no teatro do colégio, em uma aula incentivadora. De acordo com ele, os professores orientaram os alunos a terem calma na hora da prova. “Eles disseram que todos nós estávamos preparados e que era para ficarmos tranquilos.”, disse. Após o encontro, Pedro e os colegas vão almoçar juntos e jogar bola para relaxar. “Estou mais nervoso do que imaginava, mas é porque tá chegando a prova. Amanhã, nem saio de casa”, finaliza. Para o aluno, por hora, já basta de estudar, agora é confiar. No domingo, após a prova, Pedro vai comemorar o fim do exame em uma boate no bairro de Boa Viagem.

Já Filipe Arôxa passou parte da manhã fazendo a última prova de recuperação, no colégio. Quando terminou, os coordenadores e professores entraram na sala para desejar boa sorte e orientá-los sobre o estresse. “Eles disseram que a gente tava preparado e que tinha que descansar. O professor de química deu umas dicas de não comer nada além do que se está acostumado, não estressar a cabeça com nada, tirar o dia mesmo para descansar”, diz. Filipe está nervoso com a chegada do exame, mas menos do que acreditava que ficaria. “Descobri que não adianta ficar nervoso demais, isso pode me prejudicar.”, afirma.

À tarde, nada de estudo. O que Filipe vai fazer é tocar violão, um dos seus passa-tempos preferidos. Amanhã, ele pretende sair de casa umas 10h30 para a Faculdade Maurício de Nassau, no bairro do Derby, onde irá realizar a prova, e depois, não vai fazer mais nada durante o dia, só esperar mais um dia do Enem.

Por Clareana Arôxa, da Folha de Pernambuco Digital

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