Quem chega ao Ensino Médio inevitavelmente ouvirá falar sobre o Enem nas salas de aula e nos corredores da escola. Não é para menos: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é o maior exame do país e leva, anualmente, mais de 7 milhões de estudantes a prestarem suas provas.

Destinado aos alunos que concluíram ou vão concluir o ensino médio no ano de sua aplicação, trata-se de uma das principais formas de acesso ao ensino superior atualmente, além de ser considerado um índice de qualidade de ensino no País. Se você é um dos candidatos ao Exame, confira o guia rápido sobre o Enem que preparamos para você conhecer um pouco mais como funciona o Exame:

Fique ligado: guia do Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998, inicialmente para avaliar o aprendizado dos alunos que concluíam esse período escolar e, então, auxiliar na melhoria da educação no país. Em 2009, no entanto, o Ministério da Educação apresentou uma reformulação no Exame e em sua utilização, a fim de que ele também servisse como forma de ingresso em universidades públicas, substituindo parcial ou totalmente o vestibular.

O novo Enem, como foi chamada sua segunda versão, passou, então, a ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior público através do SiSU (Sistema de Seleção Unificada), sem deixar de ser utilizado também por universidades particulares, por meio do Prouni (Programa Universidade Para Todos). Além disso, hoje ele serve como certificação de conclusão do ensino médio, para financiamento estudantil e integra o processo seletivo do programa Ciência Sem Fronteiras.

Utilização do Enem

É um candidato ao Enem? Veja detalhes das seis maneiras de utilizar a sua nota do Exame:

Vestibular

O Enem é utilizado no processo seletivo de diversas universidades e institutos federais, além de algumas universidades estaduais e particulares, de três maneiras diferentes: como fase única – com o sistema de seleção unificada; como primeira fase – combinado com o vestibular da instituição; ou como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.

SISU

Se a instituição de ensino superior adota o Sistema de Seleção Unificada, o resultado do Enem é ainda mais importante. Pelo SiSU, o exame é a única fase do processo seletivo. O aluno se inscreve no curso escolhido e concorre a uma das vagas com sua nota do Enem (para concorrer, a nota da redação não pode ser zero). Grande parte das universidades públicas do Brasil já utiliza o SiSU, que tem duas edições por ano. As instituições de ensino podem disponibilizar para o programa todas as suas vagas ou somente parte delas.

Prouni

O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo em universidades particulares a estudantes de baixa renda e, para isso, utiliza a nota do Enem. Quem consegue o mínimo de 400 pontos de média nas cinco áreas do conhecimento avaliadas e nota superior a zero na redação pode concorrer a uma das vagas. O aluno deve, ainda, ter cursado o ensino médio em escola pública ou em escola particular com bolsa integral, e comprovar renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Por meio do Prouni, o estudante pode ter acesso à bolsa integral ou parcial no ensino superior privado.

Fies

Outra possibilidade para quem faz o Enem é financiar a graduação no ensino superior privado. Estudantes que não têm condições financeiras de pagar a faculdade podem utilizar o resultado do exame para pleitear o benefício do Fies (Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior) junto ao MEC. Desde 2010, o Fies pode ser solicitado em qualquer período do ano e, diferentemente do Prouni, não exige um desempenho mínimo na prova do Enem.

Certificação do ensino médio

No momento da inscrição no Enem, o estudante tem a opção de informar seu interesse em obter o certificado de conclusão do ensino médio a partir do resultado da prova. Para isso, é necessário ter 18 anos ou mais, fazer pelo menos 450 pontos nas áreas de conhecimento avaliada e 500 pontos na redação.

Ciência sem Fronteira

Um dos critérios de seleção para conseguir bolsas em cursos de graduação e pós-graduação no exterior pelo programa Ciência sem Fronteira, do Governo Federal, é justamente o resultado do Enem. Estudantes que já ingressaram na universidade e que têm interesse em estudar fora do país devem ter nota superior a 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio, além de bom desempenho acadêmico e domínio da língua estrangeira.

Como se inscrever no Enem

Em geral, as inscrições do Enem são abertas no primeiro semestre de cada ano, entre maio e junho, e as provas são aplicadas no final do ano, entre outubro e novembro, com os resultados disponíveis a partir de dezembro. A inscrição é feita somente pela internet e deverá constar dados pessoais do candidato, bem como a escolha do local de realização das provas, a opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol), a necessidade ou não de atendimento especial e a informação sobre pretensão de utilização o resultado do exame para certificação de conclusão do ensino médio.

Alunos do último ano do ensino médio de escolas públicas são, automaticamente, isentos da taxa de inscrição, que custa R$ 35 para os demais estudantes. A taxa deve ser paga no Banco do Brasil por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU). Só depois disso, a inscrição é confirmada. Quem não estuda em escola pública, mas não tem condições de arcar com essa despesa pode declarar carência e também conseguir a isenção.

Os dados do estudante aparecem no Cartão de Confirmação de Inscrição, que é enviado pelos Correios, para o endereço informado, aproximadamente duas semanas antes das provas. Se ele não chegar, o candidato ainda pode imprimi-lo no próprio site do Enem (Inep).

O número de inscrição gerado ao final do processo e uma senha de acesso são indispensáveis para o estudante acompanhar o andamento de sua inscrição, imprimir o cartão de confirmação, consultar seus resultados individuais pela internet e se inscrever nos programas de acesso ao ensino superior.

Raio-x das provas

Agora que você já conhece mais sobre o Enem, é hora de se preparar para as provas. Elas prezam pela transdisciplinaridade, conceito que reforça a ideia de que para resolver uma questão é necessário lançar mão de mais de uma disciplina. As “matérias”, portanto, tendem a se misturar, como na própria vida. Assim, as questões valorizam a lógica e a capacidade de interpretação do aluno.

São 180 questões no total e uma redação, divididas em cinco partes: Linguagens, Matemática, Ciência da Natureza, Ciências Humanas e Redação. O estudante tem dois dias de prova, geralmente sábado e domingo. No primeiro dia, ele tem de resolver 90 questões em 4h30, no segundo, 90 questões e a redação em 5h30.

As questões são de múltipla escolha e possuem cinco alternativas, que aparecem em diferentes ordens de acordo com a cor do caderno da prova.

Chegou a hora!

Depois de estudar o ano todo, chegou a hora de arrebentar nas provas. No “dia D”, não deixe de levar seu documento oficial com foto e duas canetas esferográficas de tinta preta ou azul e material transparente – é melhor previnir do que remediar. Vai que uma não funciona!

Não é permitido usar lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borracha, livros, anotações e qualquer aparelho eletrônico, como tablet e celular.

A dica é priorizar o que você sabe responder e deixar por último o que considera mais difícil. Como as questões do Enem podem ser bem extensas, vale também olhar primeiro a pergunta para depois ler o enunciado – assim, você já lê o texto focado no que a questão pede e pode ganhar tempo.

Por fim, esteja atento ao tempo de prova restante para não correr na hora de marcar o cartão de respostas. Há quem prefira ir marcando as respostas no cartão conforme as for resolvendo para evitar erros. Independentemente da forma, o importante é fazer isso com calma e atenção para preencher o gabarito da melhor maneira possível.

Com o guia do Enem você tem as informações de que precisa para investir no seu futuro escolar. Agora é se dedicar aos estudos e concentrar nas provas. Sucesso nos resultados!