O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não irá abrir licitação para contratar a empresa que é responsável pela realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Será utilizado o mesmo consórcio da edição passada, o Cesp-Cesgranrio, por medidas de segurança. O contrato ainda está em vigor e deverá ser renovado.

Desde o ano de 2009, quando o ENEM se transformou em uma prova de vestibular nacional, sendo utilizado como método de entrada na maioria das faculdades do país, ocorreram vários erros na aplicação e na realização do exame, prejudicando os alunos e gerando altos gastos para os cofres públicos.

Apesar do número excedente de candidatos e de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter sugerido um rodízio de empresas, o contrato do consórcio será mantido. A afirmação foi feita pelo atual presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, que em um ano de posse fez o que nenhum de  seus três antecessores conseguiu: uma realização do ENEM sem falhas. Ainda de acordo com o presidente, o Inep possui outras responsabilidades além do ENEM, como a Prova Brasil, e não deve ficar focado somente no exame.

O principal desafio para a realização da prova está no aspecto pedagógico e logístico. Foram, aproximadamente, 2,2 mil itens de segurança a mais do que na última edição do exame. Além disso, o banco de itens foi aumentado, e continuará em expansão.

“O ENEM é um avanço para o Brasil. Para que tenhamos educação inclusiva, de excelência, o acesso é fundamental, e isso exige um sistema nacional. Hoje um jovem de qualquer parte do Brasil tem 129 mil vagas para escolher no SISU. Inverte a lógica que existia antes no vestibular. Ele tem a nota e, senão der na primeira tentativa, pode procurar uma vaga semelhante”, disse o presidente do Inep.

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