“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã Porque se você parar pensar, na verdade não há. Sou uma gota d água Sou um grão de areia Você me diz que seus pais não entendem Mas você não entende seus pais O que você vai ser quando você crescer?” (Pais e Filhos – Renato Russo)

“Não desespere Quando a vida fere, fere E nenhum mágico interferirá Se a vida fere Como a sensação do brilho De repente a gente brilhará” ( Realce – Gilberto Gil )

Depois de muito questionar o homem chegou a conclusão da finitude da existência humana e pronto ! Errado, pois na sua constante ambição de chegar a novos horizontes concluiu também que existe uma força motriz pregando que quanto mais alguém ensina, mais aprende o que ensinou, afirmando ainda que o saber é infinito já que a alma é imortal.

Ser que alguém prestes a realizar a maratona de um vestibular preocupa-se com toda essa filosofia? E obvio que não, já que o próprio clima desta competição sugere uma única pergunta: estamos no caminho certa para a profissão do futuro?

Podemos humildemente sugerir que todas as profissões tem futuro desde que, a pessoa esteja qualificada para exerce-las e a sociedade e os poderes as valorizem como úteis e necessárias. Houve um tempo em que um diploma de médico, por exemplo era garantia de sucesso e ascensão profissional. Atualmente o importante não e a profissão, mas sim o profissional, ou seja a sua qualificação em relação aos outros.

Aqueles que após o termino de sua graduação continuarem a estabelecer desafios, atualizando, acompanhando mudanças profissionais e sociais serão considerados capazes profissionalmente. Outra característica muito comum é acreditar que a universidade garante uma formação definitiva.

O que elas nos proporciona é um suporte técnico, mas aprimorar habilidade, ampliar horizontes, realizar cursos de especialização sao também fundamentais.

Além disso procuramos uma universidade, nem sempre conscientes, mas necessitados de realizarmos um exercício de cidadania tão secundário em países historicamente dependentes como o nosso. Torna-se cada vez mais emergente ao estudante enxergar que, através da própria formação e possível exercer sua profissão, auxiliar, construir, retribuir, garantindo assim um papel de cidadão para si e para os outros nas partículas de vida do dia-a-dia

Por: Isabel Pricoli Revista do Vestibulando