Jesuítas

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A Companhia de Jesus se estabeleceu na América portuguesa com a autorização do Papa Paulo III. Em 1549 desembarcavam, no Brasil Colônia, os primeiros Jesuítas.

O Padre Manoel da Nóbrega e mais 4 jesuítas. Em 1553 chegou ao Brasil o Pe. José de Anchieta, o santo da terra brasileira, colonizador, bandeirante, educador, poeta, missionário. Outro jesuíta historicamente importante, nesse início de vida brasileira, foi o Pe. Antônio Vieira, sem dúvida o maior orador sacro do século XVII.

Foram responsáveis pela fundação de colégios, escolas, igrejas, capelas – onde os nativos e descendentes de portugueses recebiam instrução e formação. Em 200 anos de desenvolvimento pacífico, a Companhia de Jesus tornou-se a maior educadora e missionária do Brasil.

Anchieta e Nóbrega fundaram o Colégio de São Paulo, que deu origem a atual cidade de São Paulo (SP). Eles também participaram ativamente da expulsão dos franceses que invadiram a Baía da Guanabara e ajudaram a fundar a cidade do Rio de Janeiro.

No ano de 1750, a Província dos Jesuítas no Brasil contava com 131 casas, sendo delas 17 colégios. Havia 55 missões entre os índios.

É também importante destacar a presença jesuíta no sul do Brasil. Até 1734 haviam sido fundadas 21 reduções, aldeamentos indígenas, nos quais viviam mais de 100.000 índios cristianizados. No atual Rio Grande do Sul encontram-se as ruínas de Sete Povos, sendo a mais importante São Miguel das Missões.

Deste grupo missionário de origem espanhola são os Santos Mártires Roque, Afonso e João, que foram mortos em 15 de novembro de 1628 e o missionário tirôles Pe. Antônio Sepp, falecido em 13 de janeiro de 1733, certamente o grande gênio das reduções guaranis. Atribui-se a ele a introdução da fundição do aço e do ferro no sul do Brasil para a fabricação de instrumentos de trabalho e de sinos.

Na medida em que crescia a influência dos jesuítas na ordem social da colônia, bem como seu poder econômico nos aldeamentos., os jesuítas foram ficando cada vez mais autônomos em relação ao Estado e à própria Igreja Católica.

Por esse motivo, a Coroa portuguesa passou a ver neles uma ameaça ao seu poderio. Os conflitos foram crescendo em intensidade. Os jesuítas encontravam-se dessa forma isolados.

Assim, no ano de 1759, centenas de jesuítas foram expulsos do Brasil, pelo secretário de estado português: o Marques de Pombal. O que acabou desestruturando por completo a ordem dos jesuítas no Brasil, gerando grandes prejuízos para os aldeamentos indígenas, para a educação e o ensino na colônia.

O Marquês de Pombal eliminou os métodos de ensino da Companhia de Jesus, que o mesmo dizia ser detentora de um poder e uma autonomia econômica que deveria ser devolvido à Portugal; e ainda, os jesuítas educavam os colonizadores cristãos a serviço da ordem religiosa da Igreja, não dando muita importância as verdadeiros interesses da Coroa Portuguesa.

Os 22.589 jesuítas que trabalhavam em 669 Colégios e Universidades, em 61 noviciados, 340 residências religiosas, 171 seminários, 1.542 igrejas e 271 missões em todo o mundo foram proibidos de viver em comunidade e, em certos casos, até de exercer o seu ministério sacerdotal. A Companhia de Jesus teve que permanecer oculta e inativa durante 41 anos.

A restauração da Companhia de Jesus se deu em 7 de agosto de 1814. Mas somente, em 1842 os jesuítas entraram novamente no Brasil (via Porto Alegre), vindos da Argentina.

Em 1843 se dirigiram à cidade de Desterro (hoje Florianópolis/SC) onde constituíram sua Comunidade. A 25 de setembro de 1845 abriram o primeiro Colégio da Companhia de Jesus, após a sua Restauração, no Brasil. Foi de pouca duração. Encerrou-o a febre amarela, após ter vitimado 6 jesuítas e 3 alunos, em 1854.

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