Seguir alguns passos, porém, pode ajudar o estudante a se sair bem na prova da disciplina nos principais vestibulares do País.

Não existe uma fórmula para estudar Matemática. Isso é o que ensina o professor Arthur Braga, do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, de Campinas. Seguir alguns passos, porém, pode ajudar o estudante a se sair bem na prova da disciplina nos principais vestibulares do País.

O primeiro deles é evitar ao máximo perder as aulas. “A explicação do professor é muito preciosa e complementa o texto da apostila”, diz Braga.

Outra dica do professor é não deixar, em hipótese alguma, a matéria se acumular, pois um assunto depende do outro. “Estudar um pouco todos os dias após as aulas é a melhor maneira de não deixar isso acontecer”, ensina.

Ele também recomenda que, ao sentir que não está acompanhando a aula, o aluno interrompa o professor, sem medo de perguntar. “Toda pergunta é importante, pois pode se tratar de uma dúvida geral”, argumenta.

Também é muito importante, segundo Arthur, que o aluno tente, de verdade, resolver o máximo de exercícios propostos. E, em caso de dúvida, não deixar de procurar o plantão ou o professor. “Muitas vezes, assistimos à aula, entendemos tudo o que o professor falou e quando chegamos em casa não conseguimos fazer nenhum exercício.

Isso é comum, por isso a importância de fazer o máximo de exercícios possíveis”, diz Arthur. “É fazendo, tentando, errando, corrigindo sozinhos que aprendemos e descobrimos onde está nossa deficiência e se sabemos ou não aquela matéria.”

O professor da Oficina ressalta que a resolução dos exercícios deve obedecer algumas regras. Segundo ele, é preciso esquematizar, organizar e extrair os dados do problema. “Leia com muita atenção, duas, três vezes, para entender primeiro o que está sendo proposto e o que está sendo dado”, aconselha. Também é importante que o aluno tenha conhecimento dos diversos caminhos a serem percorridos para resolver um problema.

“Dificilmente um exercício de Matemática tem uma única solução. Essa é uma das peculiaridades dessa matéria tão fascinante”, explica Arthur. “Não tente pensar em uma mais ou menos fácil, acredite no seu raciocínio, essa é a solução mais fácil.”

Desenhar uma figura ou esboçar um gráfico e tentar relacionar o problema com experiências anteriores, fazendo analogias com o que já foi visto, também são dicas que podem facilitar a resolução do exercício. Outro conselho: atenção no que está fazendo, conferir as contas, pensar se o resultado encontrado é coerente ou não com a situação proposta pelo exercício.

Mas, acima de tudo, Arthur diz que é fundamental não desistir. “O desenvolvimento do raciocínio lógico não se faz de uma hora para outra. É preciso treino, muita disciplina, esforço e persistência, pois sem isso, de nada adiantarão as dicas”, avisa.

Por: Marcos Paulino