Por: Édison Vaccari

Acredito que o grande drama do candidato é a prova dissertativa. Isso se dá pela sua grande amplitude, tanto em relação às próprias respostas que são escritas, quando ao que o examinador entende como resposta correta.

É na prova dissertativa que o candidato mais vai utilizar suas chaves e mapas mentais, pois os mesmos propiciarão uma resposta mais consistente e com mais elementos.

Se as chaves e os mapas mentais forem bem feitos e estudados, dificilmente o candidato deixará de escrever alguma coisa que o examinador considere importante, o que, além de fazer com que acerte a resposta, também eleve sua nota.

O examinador quando elabora a pergunta também efetua uma espécie de gabarito, anotando o que no mínimo o candidato deve fazer constar na resposta. É com base nesse gabarito que o examinador atribui a nota. Quanto mais o candidato conseguir responder dentro do gabarito do examinador, maior será sua nota.

Outra situação refere-se à classificação. Muitas vezes o candidato até basicamente acerta a resposta, mas não registrou informações suficientes para superar as notas de outros candidatos, o que leva praticamente à sua reprovação, já que muitas vezes o vestibular ou concurso não têm o número de vagas para a convocação de todos os aprovados.

É também na prova dissertativa que encontramos examinadores concisos ou prolixos. Ou seja, aqueles que preferem que o candidato registre a resposta já de imediato, de forma sucinta, resumida, ou o candidato que se alongue na resposta, fazendo distinções, exemplos, comparações, etc.

Essa também é uma preocupação do candidato, porque geralmente não se sabe como é o perfil do examinador.

A técnica de resposta que utilizei para ser aprovado em prova dissertativa, visto que minha nota foi 8 (oito) em segunda fase da Magistratura do Trabalho, consistiu no seguinte: nos dois primeiros parágrafos das respostas eu respondi sucintamente as perguntas. Nos demais parágrafos eu praticamente elaborei uma dissertação a respeito do tema, utilizando todas as informações das chaves e mapas mentais, com diversas comparações e distinções, anotando a legislação e descrevendo exemplos. Ao final eu concluí anotando novamente as respostas que já haviam sido fixadas nos dois primeiros parágrafos. Conclusão: com isso, eu tanto respondi para um examinador conciso, pois já nos dois primeiros parágrafos ele pôde ver que eu tinha acertado, quanto para o mais prolixo, quando pude demonstrar que conhecia com profundidade as matérias.

Resumindo, a técnica de resposta para pergunta dissertativa é a seguinte: responda sucintamente já nos dois primeiros parágrafos. Nos demais, elabore uma dissertação a respeito do tema da pergunta, fazendo conexões com outras matérias, comparações, distinções, descrevendo exemplos. No final conclua novamente com a resposta.

Lembre-se sempre de deixar de três a cinco linhas entre um parágrafo e outro. Isso é importante porque você pode se esquecer de alguma coisa e se lembrar ao final, quando estiver fazendo uma revisão. Aí é só escrever, sem a necessidade de abreviar, resumir muito ou até ter que omitir por falta de espaço. E olha que geralmente lembramos situações importantes que não foram escritas e sem aquele espaço estratégico entre os parágrafos acarretaria uma perda inestimável.