Quanto custa fazer o Enem? Descubra

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Quem quer ter a chance de entrar em uma faculdade em qualquer parte do Brasil não pode mais abrir mão de fazer o Enem. O exame se tornou a maior porta de entrada para o ensino superior atualmente.

Seu desempenho nessa prova pode ser utilizado para ingressar na universidade pública, obter bolsas de estudo, financiar a graduação a juros baixos ou até para entrar em uma faculdade particular sem ter que fazer vestibular.

Mas tanta facilidade tem seu preço. O Enem cobra uma taxa de inscrição que, dependendo do seu bolso, pode ser um tanto salgada. Em alguns casos, há isenção, mas para a maioria dos candidatos o jeito é mesmo encarar o investimento.

Por isso todo ano vêm as perguntas: Quanto custa fazer o Enem? Será que é caro? Será que é acessível? Como posso pedir isenção?

A gente foi atrás de todas essas respostas e as trouxe aqui, para você.

Quanto custa fazer o Enem

A taxa de inscrição do Enem pode variar de ano a ano. Atualmente custa R$ 82 – tomando como base de referência o valor cobrado na edição de 2018.

Esse valor é o mesmo cobrado em 2017. Nos últimos anos, o preço da inscrição tem subido aos poucos. Em 2015, por exemplo, custou R$ 65. Em 2016, subiu para R$ 68. Em 2017 houve um baita reajuste, passando para R$ 82. É provável que em 2019 suba mais uma vez.

Esse valor pode ser pago em qualquer agência bancária, agência dos Correios ou casa lotérica. O candidato deve efetuar o pagamento à vista. Não tem como parcelar a inscrição do Enem.

Antes de efetuar o pagamento, o candidato deve fazer sua inscrição no site do Enem, durante o período determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Ao concluir todo o processo, precisa baixar uma Guia de Recolhimento da União (GRU), que nada mais é que o boleto com o valor da inscrição.

É preciso fazer o pagamento dentro do prazo determinado a cada edição. Caso contrário, ficará de fora desta edição. O MEC não costuma prorrogar o prazo nem aceitar o pedido dos atrasados.

Quem pode pedir isenção do valor do Enem

O Enem pode ser gratuito em alguns casos específicos. O MEC determinou que a partir de 2018 os candidatos que quiserem fazer o exame sem pagar nada terão que pedir isenção de taxa praticamente 40 dias antes da abertura das inscrições.

Tudo isso deve ser feito no site oficial.

Veja se você tem direito à gratuidade:

  • Está cursando o terceiro ano do ensino médio na rede pública.
  • Fez todo o ensino médio em escola da rede pública ou estudou como bolsista integral na rede particular e tem renda familiar mensal bruta per capita de até um salário mínimo e meio.
  • Pode comprovar que está em situação de vulnerabilidade socioeconômica por ser membro de família de baixa renda.
  • Está inscrito no CadÚnico, o cadastro único do governo federal.

Para todos os casos de solicitação de isenção da taxa, o participante deverá ter em mãos documentos que comprovem a condição declarada.

Quem perder os prazos terá que pagar a taxa normalmente, durante o período de inscrição.

E quem ganhou isenção e não foi fazer a prova?

Quem ganhou isenção da taxa de inscrição nos anos anteriores e não foi fazer as provas terá que dar explicações ao MEC caso queira se inscrever no Enem novamente sem pagar nada.

Só que é preciso ficar ligadíssimo: aqui vale o mesmo do pedido de isenção – ou seja: o MEC recebe as justificativas cerca de 40 dias antes da abertura das inscrições.

Os candidatos têm só uma semana para apresentar seu argumento. Geralmente, isso acontece logo no começo de abril.

Quem perder o prazo para a justificativa, ou tiver o argumento rejeitado pelo MEC, terá que arcar com os custos da inscrição para o exame.

Isso acontece porque em 2017 o Enem registrou uma das maiores taxas de abstenção de sua história: 32%. Como o MEC não quer que isso se repita nas próximas edições, resolveu endurecer as regras para o pedido de isenção.

O que dá para fazer com a nota do Enem

Para quem quer entrar no ensino superior, fazer o Enem é um ótimo investimento. Com a nota obtida no exame, é possível participar de pelo menos quatro grandes processos seletivos – três deles capitaneados pelo governo federal e um da iniciativa privada.

Conheça:

Sisu — O Sistema de Seleção Unificada distribui vagas em cerca de 130 instituições públicas (universidades e institutos federais) por todo o país. Para participar da seleção é necessário ter feito o Enem mais recente e não ter tirado zero na redação. Aqui, quanto maior a nota nas provas, maiores as chances de sucesso. O Sisu acontece duas vezes por ano, sempre no início de cada semestre letivo.

ProUni — O Programa Universidade para Todos concede bolsas de estudos parciais e integrais em faculdades privadas de todas as regiões do Brasil. Para concorrer, é necessário ter feito Enem mais recente, obtido pontuação igual ou maior que 450 na média das provas e não ter zerado a redação. O programa ainda exige que os candidatos se encaixem em determinados critérios de escolaridade e renda. As bolsas são oferecidas em cursos de diversas áreas do conhecimento. As inscrições abrem duas vezes ao ano.

FIES — O Fundo de Financiamento Estudantil permite financiar um curso superior a juros baixos, com um prazo longo para pagar a dívida, que só começa a ser cobrada após a formatura. O benefício, no entanto, não é tão fácil de conseguir. O candidato precisa passar por um processo seletivo bastante concorrido. Para entrar, é preciso ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2010 e apresentar desempenho de pelo menos 450 pontos na média das provas e ter tirado nota acima de zero na redação.

O programa também exige que o candidato se encaixe em certos perfis de renda. As inscrições abrem duas vezes ao ano.

Ingresso direto —Essa é a forma mais simples de entrar no ensino superior no Brasil. O interessado só tem que escolher a faculdade particular onde deseja estudar, buscar o processo seletivo para o curso desejado, informar as notas que obteve em cada uma das provas do Enem e pronto! Se tiver pontuação maior ou igual a mínima exigida, já está dentro. Depois, é só levar a documentação e garantir a matrícula. O ingresso direto está disponível na maioria das faculdades particulares do país.

Onde estudar com a nota do Enem

Além das centenas de universidades públicas disponíveis no Sisu, quem faz o Enem também tem acesso a um número ainda maior de faculdades particulares pelo ProUni, FIES ou ingresso direto.

Para quem vai estudar nas particulares, uma dica importante: escolha apenas instituições que sejam reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC. Essa é a primeira garantia de que, ao terminar o curso, você terá em mãos um diploma bem aceito no mercado de trabalho.

Se esse é seu caso, fique ligado nas sugestões que trouxemos para você. São faculdades bem avaliadas e disponíveis em diversas cidades pelo Brasil. Confira:

 

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E aí, o que achou do valor da taxa do Enem? Conte para a gente nos comentários!

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