A partir do ano de 2013, todas as redações do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que obtiverem nota de mil pontos deverão passar obrigatoriamente por uma banca examinadora, que será composta por três professores doutores para fazer uma correção mais detalhada do texto.

O Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), fará esta mudança com o intuito de  incluí-la já no próximo edital da prova.A mudança se dá depois da divulgação de que textos com erros de grafia como “trousse” e “enchergar” ganharam nota máxima dos avaliadores no último ENEM.

Para o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a edição passada do exame houve 2.084 redações com nota mil. Segundo Mercadante, o MEC quer exigir maior rigor nas próximas edições do exame. “O ENEM é um exame totalmente transparente. Essa transparência é exatamente para contribuir com o debate pedagógico”, disse.

O MEC e o Inep também estudam a possibilidade de zerar  qualquer redação que contenha algum tipo de deboche ou provocações . Na prova de 2012, de acordo com Mercadante, 330 redações continham inserções indevidas. Para o ministro, essas inserções  podem ter ocorrido de forma não intencional por “parte de estudantes muito jovens, com pouco tempo para fazer a redação, e que assim agiram na tentativa de desenvolver o raciocínio sobre uma questão”.Foram afastados 394 corretores de provas que trabalharam no último ENEM.

Na última edição do exame, o número de corretores aumentou cerca de 40%, principalmente porque as regras da correção foram alteradas e previam um aumento no número de redações que passariam por um terceiro corretor. Os corretores da prova são monitorados todo o tempo e, na edição passada, pela primeira vez, receberam um treinamento de 100 horas. Segundo Mercadante, o intuito da preparação  é que os profissionais estejam cada vez mais aptos para realizar a correção do exame.

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