O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) terá somente uma edição esse ano, descartando a possibilidade proposta pelo ex-ministro da educação, Fernando Haddad, no início do ano de 2012. A ideia foi descartada devido a falta de técnicas para garantir a realização segura de dois testes neste ano.

De acordo com a assessoria do Ministério da Educação (MEC), para Aloizio Mercadante, atual ministro da educação, é necessário garantir a eficiência na aplicação das provas do ENEM. A escolha por não realizar uma segunda prova neste ano, de acordo com o ministro, serve para que o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), se concentrem em “aperfeiçoar e consolidar o ENEM”.

Dentre os motivos para a não realização das duas edições da prova, de acordo com o ministério, está o elevado custo para a realização da prova. Em 2012 o ENEM custou R$271 milhões ao governo brasileiro. Trabalharam para preparar, aplicar e corrigir a prova 566 mil profissionais. Para Mercadante o custo é elevado demais para a prova ser realizada duas vezes ao ano. Além disso, o índice de absenteísmo foi elevado, dos 5,7 milhões de inscritos, só compareceram à prova 4,1 milhões, fazendo com que uma parte do dinheiro aplicado na realização da prova fosse jogado fora. Com esse dinheiro, de acordo com o ministro, daria para atender outras áreas da educação com carência, como o auxílio de moradias para estudantes do ensino superior.

Outro desafio para a realização de duas edições do ENEM é corrigir as provas de múltipla escolha e a redação. Para Aloizio é “um esforço muito grande” para os corretores da prova, que terão de realizar este trabalho em dobro. Ainda de acordo com o ministro, uma única edição por ano já é suficiente para avaliar todo o ensino médio e atender aos alunos que desejam ingressar em um curso superior.

A edição do ENEM de 2013 deverá ser realizada em novembro. As inscrições devem ser abertas no final do mês de maio ou início do mês de junho.

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