Palavra variável que denomina os seres em geral.

Quanto à sua formação, pode ser:

• primitivo x derivado (jornal x jornalista)
• simples x composto (água x girassol)
Quanto à sua classificação, pode ser:

• comum x próprio (rio x Amazonas)
• concreto x abstrato (cadeira x trabalho)

Observações:
– substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas.
– os substantivos abstratos indicam qualidade (tristeza), sentimento (raiva), sensações (fome), ações (briga) ou estados (vida)
– dentre os comuns, merecem destaque os coletivos que, mesmo no singular, designam um conjunto de seres de mesma espécie

Flexão dos substantivos (gênero e número)

Gênero (masculino x feminino)

• biformes: uma forma para masculino e outra para feminino. (gato x gata, príncipe x princesa). São heterônimos aqueles que fazem distinção de gênero não pela desinência mas através do radical. (bode x cabra, homem x mulher)

• uniformes: uma única forma para ambos os gêneros. Dividem-se em:
– epicenos – usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea)
– comum de dois gêneros – designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos através de palavras determinantes
– sobrecomuns – um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos.
Observação:
– alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cabeça x a cabeça)

Número (singular x plural)

Nos substantivos simples, forma-se o plural em função do final da palavra.
• vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta x portas, troféu x troféus)
• ditongo -ÃO: -ÕES/-ÃES/-ÃOS, variando em cada palavra (anãos, balões, alemães, cristãos).

Apresentam múltiplos plurais: alão- alões, alãos, alães / alazão- alazões, alazães / aldeão- aldeões, aldeãos, aldeães / vilão- vilões, vilãos / ancião- anciões, anciãos, anciães / verão- verões, verãos / castelão- castelões, castelãos / rufião- rufiões, rufiães / ermitão- ermitões, ermitãos, ermitães / sultão- sultões, sultães, sultãos.

• -R, -S ou -Z: -ES (mar x mares, país x países, raiz x raízes). As não-oxítonas terminadas em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus)
• -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen x hifens ou hífenes)
• -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax x os tórax)
• -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal x animais, barril x barris)
• IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -L por -EIS. (til x tis, míssil x mísseis)
• sufixo diminutivo -ZINHO(A)/-ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo com -S (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas)
• metafonia: -O tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo x ovos, mas bolo x bolos)

Apresentam metafonia: abrolho, contorno, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, foro, fosso, imposto, jogo, miolo, olho, osso, ovo, poço, porco, posto, povo, reforço, socorro, tijolo, toco, torto, troco.

Grau
Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal.
São três: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos:
• analítico – associando os adjetivos (grande x pequeno) ao substantivo
• sintético – anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão x menininho)

Observações:
– o grau nos substantivos também pode denotar sentido afetivo e carinhoso ou pejorativo, irônico. (Ele é um velhinho legal / Que mulherzinha implicante)
– certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha)

Fonte: www.graudez.com.br/