De acordo com dados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) , 37,4% dos alunos elaboraram uma proposta de intervenção pobre de conteúdo, o que acabou por reduzir a nota dos mesmos. A correção da redação se dá em cinco competências, onde o aluno deve dominar a norma padrão da língua escrita, entender a proposta do tema e argumentar, ter conhecimento dos mecanismos linguísticos e elaborar uma proposta de solução para o problema apresentado.

Cada uma das competências avaliadas vale 200 pontos, e a nota final da redação se dá pela soma das mesmas. A pontuação que o candidato consegue em cada uma das competências representa sua capacidade de atender os critérios exigidos. O INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) elabora uma escala com as faixas de pontuação relacionada a cada quisito, e através dela é possível notar que 35% dos participantes elaboram uma proposta pouco articulada. Somente 5,5% dos candidatos conseguiu elaborar uma ideia “clara e inovadora” , obtendo , portanto, nota máxima nessa competência.

A proposta de intervenção, que vale um quinto da nota da redação, tem jogado a nota dos candidatos abaixo da média geral dos alunos, prejudicando-os. O ENEM é o único vestibular do País que exige essa competência, e a mesma deve respeitar os direitos humanos. As queixas dos alunos com relação as correções tem aumentado a cada ano. Para tentar resolver esse problema, aumentou-se o número de recursos utilizados para que a prova receba outro tipo de correção, e ,com isso, não ocorra tanta discrepância entre as competências.

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