Para efeito de concordância, as normas válidas para o adjetivo aplicam-se também ao pronome, artigo, numeral e particípio. O substantivo a que eles se referem pode às vezes dar lugar a um pronome.

Fundamentos

a) O adjetivo concorda com o substantivo em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural): Prédio alto. / Casa branca. / Homens bons. / Mesas antigas. / Duas mulheres.

b) O adjetivo irá para o plural masculino quando pelo menos um dos substantivos for masculino: Homens e mulher bons. / Médico e enfermeiras dedicados. / Aí compreendidos estes e aquelas.

c) Mantém-se a concordância mesmo que haja preposição entre o adjetivo e o substantivo: Desgraçados dos homens. / Coitadas das mulheres.
Adjetivo com dois ou mais substantivos

Esteja o adjetivo antes ou depois dos substantivos, você acertará sempre se fizer a concordância no plural: “A mão esquerda, entre cujos índi- ce e polegar…” / Terno e gravata escuros./ Ótimos texto e conhecimentos./ Atentos o governo e as Forças Armadas. / Reajustados o salário mínimo e os aluguéis. / Convocados o Senado, a Câmara e o Supremo. / Mortos pai e filho no litoral.
Observações:

a) O adjetivo colocado antes de dois ou mais substantivos pode concordar com o substantivo mais próximo: Branca túnica e sandália. / “…notando o estrangeiro modo e uso.” / Ótimo texto e conhecimentos./ Seu pai e filhos. / Suas filhas e mulher.

O adjetivo, no entanto, vai obrigatoriamente para o plural se os substantivos forem predicativos do objeto, nomes próprios, títulos ou formas de tratamento: Julgava perdidas a fé e a esperança (predicativo do objeto)./ Trazia espertos o desejo e as virtudes (pred. do obj.). / A Justiça declarou culpados o pai e a filha. / Os irmãos Caetano e Bethânia. / Os apóstolos Pedro e Paulo. / Os generais Costa e Silva e Médici. / Os srs. Silva e Cia.

b) Se o adjetivo vem depois de dois ou mais substantivos, pode também concordar com o mais próximo: Um terno e uma gravata escura. / Ternos e gravata escura. / Terno e gravatas escuras. / Elogiamos o seu esforço, empenho e dedicação extrema. Quando os substantivos são sinônimos ou formam gradação (como no último exemplo acima), há gramáticos que defendem a concordância – que, no entanto, não é obrigatória – com o mais próximo.

Verbo de ligação

Com verbo de ligação (ser, estar, parecer, ficar, etc.), o adjetivo vai para o plural, em qualquer caso, e segue as normas gerais de concordância: O depoimento e o laudo pericial eram conclusivos. / A loja e a residência estavam inundadas. / As casas e o prédio de apartamentos pareciam velhos. / Eram justos o preço fixado e a comissão. / Estavam liberados a testemunha e o réu.

Apenas se o verbo de ligação estiver antes dos substantivos, admite-se também a concordância com o mais próximo (no Estado, prefira o plural, de qualquer forma): Era justo o preço fixado e a comissão. / Estava liberada a testemunha e o réu.

Um substantivo e dois ou mais adjetivos

a) Substantivo antes

Há três possibilidades: Os governos brasileiro e francês; o governo

brasileiro e o francês; o governo brasileiro e francês. / Os poderes temporal e espiritual; o poder temporal e o espiritual; o poder temporal e espiritual.

A primeira forma (Os governos brasileiro e francês, os poderes temporal e espiritual) é jornalisticamente a mais recomendável, embora a segunda (O governo brasileiro e o francês, o poder temporal e o espiritual) soe melhor em alguns casos. Convém, apenas, evitar a terceira (O governo brasileiro e francês, o poder temporal e espiritual), por induzir a duplo sentido.
b) Substantivo depois

Admitem-se quatro formas: A primeira e a segunda série; a primeira e segunda série; a primeira e a segunda séries; a primeira e segunda séries. / O quarto e o sétimo andar; o quarto e sétimo andar; o quarto e o sétimo andares; o quarto e sétimo andares.

As melhores: A primeira e a segunda série, a primeira e segunda séries./ O quarto e o sétimo andar, o quarto e sétimo andares.

Adjetivos compostos

Só o último elemento é flexionado: estudos histórico-filosóficos, tecidos azul-claros, relações anglo-franco-brasileiras, partidos social-democratas, partidos democrata-cristãos, homens bem-intencionados, notícias extra-oficiais, países não-alinhados, política econômico-financeira, vida profissional-amorosa. Exceção. Flexionam-se os dois termos de surdo-mudo, seja a palavra adjetivo composto ou substantivo: Homens surdos-mudos, moça surda-muda, mulheres surdas-mudas, os surdos-mudos, a surda-muda, as surdas-mudas

Casos especiais

Veja cada um deles nos verbetes um e outro, nem um nem outro, próprio, junto, menos, possível (o mais, o menos, o melhor, o pior), anexo, cores, um dos que, incluso , etc.
Verbo

1 – Regra básica

O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa: O prédio ruiu. / Ele chegou ontem. / Nós pedimos para sair. / Alugam-se apartamentos. / Os ministros anunciaram o novo pacote.

2 – Sujeito composto

Adote como norma: o sujeito composto leva o verbo para o plural, esteja o verbo antes ou depois do sujeito. Exemplos: Partiram lotados o trem e o ônibus. / O homem e o filho feriram-se no acidente. / Reportagem, crítica e comentário têm lugar num jornal ou revista.

Observação. O verbo pode ficar no singular (no Estado, apenas em textos especiais e declarações) nos seguintes casos:

a) Verbo antes do sujeito composto: Passará o céu e a terra. / “… se a tanto me ajudar engenho e arte.” / Saiu João e os demais.

Exceção. Se os sujeitos forem todos nomes próprios ou se indicarem reflexibilidade, reciprocidade, o plural será obrigatório: Vieram Maria, Pedro e João. / Feriram-se o agressor e a vítima. / De ambos os lados, cresceram o rancor e o ódio.

b) O sujeito composto indica uma gradação, crescente ou decrescente: “Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.” / “O próprio interesse, a gratidão, o mais restrito dever fica impotente…

c) O sujeito é formado por palavras sinônimas ou tomadas como um todo: “A vida e o tempo nunca pára.”/ “Estes receios, este proceder meticuloso pode matar-nos.”.

d) Se os dois sujeitos estiverem ligados pela preposição com ou por outras palavras e locuções que indiquem companhia, o verbo ficará no singular se o primeiro elemento prevalecer sobre o segundo. E nesse caso convém colocar o segundo entre vírgulas:

O rei, com a corte e toda a nobreza, participou da missa solene. Proceda da mesma forma nas frases em que o com é substituído por locuções de sentido equivalente ou aproximado: O presidente, ao lado dos ministros, deu início às solenidades. / O general, acompanhado do ajudante-de-ordens, passou as tropas em revista.

O plural justifica-se apenas nos casos (mais raros) em que ambos os elementos têm igual ênfase: A mãe com a filha foram salvas do incêndio.

3 – Pronomes pessoais

A primeira pessoa prevalece sobre a segunda e a terceira, a segunda prevalece sobre a terceira e o verbo fica no plural: Eu e tu chegamos cedo (eu + tu = nós). / Eu, tu e a tua irmã fomos aprovados (eu + tu + tua irmã, que equivale a ela, no caso). / Tu e ele viestes de carro (tu + ele = vós). / Tu e os Pires perdestes o trem (tu + eles = vós)./ Tu e teu pai saístes do edifício juntos (tu + ele = vós). / Ele e a mãe eram bem-vindos (ele + ela = eles). / Eu e as bicicletas nos chocamos (eu + elas = nós). / Tu e os carros já estais à vista (tu + eles = vós).

Observações:

a) Modernamente, admite-se o verbo na terceira pessoa do plural quando tu e vós se combinarem com ele, eles ou equivalentes (por causa da dificuldade no uso do tempo verbal correspondente a vós): Tu e os carros já estavam à vista. / Eles e vós já têm lugares marcados.

b) Se o verbo estiver antes dos pronomes, a concordância pode ser feita com o mais próximo (no Estado, porém, coloque o verbo no plural): Era ele e sua tia que chegavam. / Poderás tu e o motorista levar-me ao Centro?

4 – Sujeito constituído de orações ou infinitivos

O verbo fica no singular: Que ele entre e saia a toda hora não causa espanto. / Andar e nadar faz bem à saúde. / Comer, dormir e vadiar era só o que queria. / “Serem os homens uma coisa e parecerem outra é fácil.”

Exceção. Verbo no plural se houver contraste entre os sujeitos ou se estiverem substantivados: O comer e o dormir engordam uma pessoa. / Nascer e morrer fazem parte da vida.

5 – Sujeitos resumidos por um pronome indefinido

O verbo fica no singular quando os sujeitos são resumidos pelos pronomes tudo, nada, nenhum, cada um, cada qual, outro, ninguém, alguém, isso, isto, aquilo: Casas, pontes, estradas, tudo se perdeu com a enchente. / Amigos, colegas, parentes, ninguém o alertou sobre os riscos da viagem. / Pai, mãe, irmã, alguém deve chamá-lo à realidade. / Médico, engenheiro, advogado, cada qual tem seu código de ética.

6 – Coletivo ou palavras que dêem essa idéia

a) Sem complemento – Concordância normal com o verbo: O povo saiu. / A gente chegou. / Os cardumes subiam o rio.

b) Com complemento – Faça a concordância do verbo com o sujeito, no singular, e não com o complemento, no plural: A maioria dos empregados chegou atrasada no dia da enchente. / A maior parte dos trabalhos figurava na exposição. / Grande número de pessoas aderiu à iniciativa./ Estava destruída parte dos afrescos. / Um sem-número de crianças fazia barulho. / Boa parte dos habitantes mora na periferia. / Um grupo de ladrões dominou os clientes do banco./ Uma porção de crianças esperava a distribuição dos alimentos. / Uma equipe de policiais prendeu os seqüestradores. / Um total de 20 técnicos participou da operação.

Observação. Aceita-se (no Estado, apenas em textos especiais ou declarações) a concordância com a idéia de plural expressa pelo complemento em casos como: A maioria das pessoas foram feridas. / Grande número de passageiros deixaram de pagar a passagem

7 – Palavras no plural, mas com idéia de singular

O verbo fica no singular: Pêlos ainda tem acento. / Nós é um pronome. / Casas está no plural. / Frases é o sujeito da oração. / Lágrimas é coisa que ele não tem.

8 – Nomes próprios no plural

a) Sem artigo – Verbo no singular: Andradas fica em Minas. / Memórias Póstumas de Brás Cubas consagrou Machado de Assis / Divinas Palavras já foi representada em São Paulo (é uma peça).

b) Com artigo no plural – Verbo no plural, faça ou não o artigo parte do nome: As Memórias Póstumas de Brás Cubas lhe causaram profunda impressão. / Os Estados Unidos representam… / Os Andes constituem… / Os Alpes ficam… / Os Lusíadas imortalizaram Camões. / Os Sertões consagraram Euclides da Cunha. / Os Maias deram a Eça inegável prestígio.

Exceção. Com o verbo ser e predicativo no singular, o verbo pode ficar no singular: Os Lusíadas é a obra-prima de Camões. / Os Sertões é o nome da obra que imortalizou Euclides da Cunha.

9 – Nas indicações de preço, medida, quantidade, porção ou equivalente

Verbo no singular: Três quilômetros é muito. / Dois capítulos é pouco./ Mil reais é demais por esse artigo. / Cem dólares pode parecer exagerado. / Cem vagas representa muito nessa escola. / Dois terços de um meio é dois sextos. / Quatro anos de mandato é pouco, julga o presidente.

Exceção. Com dias e horas, a concordância é a normal: Eram 9 horas. / São 6 horas. / Hoje é dia 15 de agosto. / Hoje são 15 de agosto.

10 – Sujeito no singular e predicativo no plural

Com o verbo ser (e mais raramente parecer), ocorre a concordância por atração, isto é, se o sujeito estiver no singular e o predicativo no plural, o verbo concordará com o predicativo, e não com o sujeito: O que lhe peço são fatos concretos. / Tudo são flores./ Nada são flores. / Tudo parecem flores. / Isto são os ossos do ofício. / Isso eram manobras inconseqüentes./ Aquilo foram histórias. / Amor são venturas e sofrimento. / Sua maior alegria continuam sendo os filhos. / O grande prazer das crianças vinham sendo aqueles brinquedos. / O resto (ou o mais) são casos sem importância.

Observações:

a) Se o sujeito for pessoa ou nome de pessoa, a concordância se fará regularmente: Joana é as delícias da mãe. / O homem é cinzas. / O filho era as venturas do casal.

b) Se o sujeito for nome de coisa, poderá, para muitos gramáticos, ficar no singular: A comida era só verduras.

O verbo no plural, no entanto, tem o apoio da maioria dos estudiosos (A comida eram só verduras) e é a forma adotada pelo Estado.

11 – Predicativo é substantivo abstrato

O predicativo não concorda com o sujeito quando é substantivo abstrato: As espinhas ou acnes são um enigma para a medicina (e não são enigmas). / Para muitos, as cadernetas de poupança eram a melhor garantia para o futuro (e não eram as melhores garantias). / Estas providências foram a salvação das finanças da empresa.

12 – Pronome pessoal com predicativo

a) Se o pronome pessoal vem depois do verbo, o verbo concorda com ele: O autor do livro sou eu, mas o editor sois vós. / O responsável pelo erro somos nós (preferível: Os responsáveis…). / O chefe és tu. / Os herdeiros somos eu e teus irmãos.

b) Havendo dois pronomes pessoais, a concordância se faz com o primeiro: Eu não sou você. / Nós não somos você. / Tu não és eu. / Ele não é eu (ou tu).

13 – Pronome interrogativo com predicativo

Nas orações que comecem com pronome interrogativo, o verbo concorda com o substantivo ou pronome pessoal: Que são objetos diretos, Pedro? / Que somos nós? / Quem sois vós? / Quem és tu? / Quem teriam sido os autores do atentado? / Que são três dias?

14 – Concordância com a idéia

Há casos em que a concordância se faz com a coisa subentendida e não com o nome que a expressa: A Vozes foi premiada com o Jabuti (subentende-se a editora). / A Faria Lima vive congestionada (avenida). / O Joelma pegou fogo num 1º de fevereiro (edifício). / O Paraíba é sinuoso (rio). / São Paulo é a mais populosa (cidade). / São Paulo é o mais populoso (Estado)./ A Gustavo Barroso está avariada (fragata). / A Apollo foi à Lua (nave). / A Dersa será reformulada (empresa). / O Opala (carro), a Caravan (perua).

15 – Formas de tratamento

O verbo concorda com a pessoa que recebe o tratamento: Vossa Excelência está errado (homem), Vossa Excelência está errada (mulher). / Sua Santidade chegou atrasado (o papa)./ Vossa Alteza é magnânimo (rei), Vossa Alteza é magnânima (rainha).

16 – Nós no lugar de eu

Quando o pronome nós substitui eu (plural de modéstia), o verbo fica no singular: Estamos grato por tudo (eu estou). / Somos favorável à decisão (eu sou). É forma a evitar, porém.

17 – Nós subentendido

Quando a pessoa que fala se inclui num grupo, o verbo concorda com o pronome nós: Todos aprovamos a decisão (eu + eles, nós + eles). / Éramos seis na casa. / Os paulistas (nós, os paulistas) somos descendentes dos bandeirantes. / A causa teria mais força do que supomos os leigos.

18 – Verbos impessoais

Como não existe sujeito, o verbo fica na 3ª pessoa do singular: Choveu muito em São Paulo este ano. / Ventava demais naquele morro. / Já houve ocasiões mais favoráveis que esta. / Fazia frio de madrugada. / Pode haver muitas pessoas no show.

19 – Sujeito indeterminado

O verbo vai para a 3ª pessoa do plural: Pediram-me que a procurasse. / Estão guiando muito mal nas estradas paulistas. / Disseram-lhe que saísse.

Se a indeterminação do verbo for indicada pelo pronome se, usa-se a 3ª pessoa do singular: Cantou-se e tocou-se muito ali. / Ainda se vive mal em muitas regiões brasileiras. / Vive-se e morre-se de amor.

20 – Sujeito que representa a mesma pessoa ou coisa

O verbo fica no singular: Deus, o Criador, o Onipotente, paira sobre todas as coisas. / “Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciência a si própria, nunca mais me esqueceu…” (M. de Assis) / O presidente da República e membro da ABL convidou…
Erros

Alguns erros de concordância vêm-se tornando muito comuns. Por isso,

esteja atento para que não apareçam no seu texto. Veja as situações em que a maior parte deles ocorre (todos os exemplos são reais):

1 – Verbo, complemento, aposto ou oração dependente colocados antes do sujeito: Serão realizados hoje os sorteios (e nunca “será realizado”). / Viu como era feita (e não “era feito”) a aguardente. / Está marcada (e não “marcado”) para o dia 22 uma grande manifestação. / Terão tempero caseiro os quitutes… (e não “terá”)/ Os contratos trazem embutida (e não “embutido”) uma correção. / Foi publicada (e não “publicado”) no Diário Oficial uma relação… / Não deixam (em vez de “deixa”) de causar estranheza certas situações… / Ficou constatada (e não “constatado”) apenas uma forte torção… / Chegam (e não “chega”) a ser irritantes (e não “irritante”) os constantes erros… / Tem de ser levada (e não “levado”) em conta a disposição… / Se prevalecerem (em vez de “prevalecer”) as evidências… / São importantes (e não “é importante”) esses pontos… / Errados, errados mesmo (e não “errado, errado mesmo”) são os termos…

2 – Núcleo do sujeito distante do verbo: Os preparativos para a criação do novo bairro já estavam praticamente concluídos (e não “já estava”…). / As execuções determinadas por partidos clandestinos de esquerda, na década de 70, eram (e não “era”) uma verdade incontestável. / Férias fora de hora levam (e não “leva”) mães ao pânico. / As acusações ao presidente daquele sindicato de trabalhadores demonstravam (e nunca “demonstrava”) a possibilidade…

3 – Núcleo do sujeito no singular acompanhado de uma expressão preposicionada no plural, que completa ou altera o seu sentido – o verbo fica no singular (não deixe que a falsa noção de plural influencie a concordância): Como essa diversidade de assuntos não agradava (e nunca “agradavam”) aos leitores… / A produção dos especiais de música brasileira é de (e nunca “são de”…) / A fulminante ascensão do candidato nas pesquisas eleitorais mudou (e não “mudaram”) o conceito… / O preço das passagens aéreas sobe (e não “sobem”) hoje. / A publicação das fotos da modelo prejudicou (e não “prejudicaram”) a sua reputação.

4 – O que exige o verbo no singular e no masculino: O que se ouvia eram frases indignadas (e nunca o que “se ouviam”…). / O que não é admitido é a internação… (e não o que não “é admitida”…).

5 – É que não varia em frases como as que se seguem (repare que está intercalada uma expressão preposicionada): É nesses movimentos que a plástica sobressai (e nunca “são” nesses movimentos que…). / É sobre esses aspectos que ele deve meditar (e não “são” sobre esses aspectos que…). / É dessas coisas que (em vez de “são” dessas coisas que…).

6 – Bastar, existir, faltar, restar e sobrar variam normalmente: Bastam alguns minutos. / Falou sobre as diferenças que existiam entre eles. / Existem muitas concepções equivocadas. / Faltam motivos que expliquem o crime. / Restavam poucas pessoas na sala. / Sobram idéias, mas faltam meios para pô-las em prática.

Por: www.vestibular1.com.br