A Universidade Federal de Minas Gerais adota nova fórmula que será utilizada para fazer a conversão das notas do Exame Nacional do Ensino Médio. Somente após a conversão das notas os candidatos serão selecionados para a segunda parte do processo seletivo.

Devido uma grande rejeição por parte de alunos e professores à fórmula batizada de “equipercentile” ou polinômio de grau 12, o Conselho Universitário anunciou que no mês que vem, após uma reunião que irá definir as regras do concurso 2013 da UFMG, todos os interessados terão acesso a nova ferramenta de cálculo que será aplicada nas conversões das notas do Enem.

A UFMG alega a necessidade de estar realizando estas conversões pelo motivo de beneficiar alunos de rede pública com bônus nas suas notas. Como o Enem faz um esquema de notas de zero a mil e a UFMG de zero a 64, uma conversão direta das notas poderia causar problemas, não beneficiando candidatos que não possuíssem o bônus.

As mudanças nas ferramentas de cálculo poderão ocorrer, pois existe a possibilidade de alteração no oferecimento do beneficio para os estudantes de rede pública. A fórmula do polinômio era essencial para que esse bônus não fosse superestimado e nem anulado. Como em maio este bônus será avaliado, é possível a busca e implementação de novas ferramentas que facilitem os cálculos.

Muitas pessoas diziam que com a fórmula do polinômio a nota máxima a ser atingida por um aluno sem o bônus era de 61,3 pontos. A UFMG nega esta afirmação, diz que apesar de complexa, a fórmula somente traduzia a nota do Enem e calibrava com os bônus oferecidos a alguns alunos.

As opiniões sobre a mudança na ferramenta de cálculo utilizada pela UFMG são diversas. Muitos jovens dizem que uma fórmula mais simples permitirá maior transparência e confiança. Outros sentem apreensivos com tantas mudanças que vem ocorrendo, onde o foco e os editais dos vestibulares sofrem alterações constantemente.