A Universidade de Brasília teve o melhor desempenho no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em termos proporcionais, entre todas as instituições de ensino do país.

A aprovação dos alunos daqui foi de 67,4%. Dos 43 candidatos da instituição, 29 estão habilitados a exercer a advocacia. Os resultados estão muito acima da média nacional, que foi de apenas 11,7%. Em todo o país, 106.891 candidatos inscreveram-se para a prova. Só 12.534 receberão a carteirinha da Ordem.

“Parabenizamos a universidade pelo comprometimento da Reitoria, da direção da Faculdade de Direito e de todos os seus professores, que buscam a excelência do ensino no Distrito Federal”, afirma o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo Neto.

“Atribuo o desempenho da universidade principalmente ao nosso material humano. Há uma combinação de qualidade de alunos e de professores em um ambiente de alto nível”, avalia a diretora da Faculdade de Direito, Ana Frazão. Segundo ela, o resultado mostra que a UnB consegue aliar uma formação humanística, que estimula a vivência universitária e inclui disciplinas extracurriculares, ao estímulo da capacidade crítica dos alunos, importante para responder às questões da prova. “Foi um exame muito difícil, com altíssimo índice de reprovação”.

A liderança da UnB é comemorada, mas não traz acomodação. A Faculdade de Direito está reformulando seu currículo. A professora Loussia Felix preside comissão que vai modernizar o projeto pedagógico. “Pretendemos tornar o currículo mais flexível, com um projeto que possa acolher desde cedo a vocação dos alunos e as demandas profissionais”. Loussia estima em um ano o prazo para dar início à implantação do novo currículo. Os resultados alcançados no exame da OAB são analisados por Loussia como reflexo da qualidade do corpo docente e do comprometimento dos alunos. “Entre os estudantes há um espírito de busca pela excelência”, elogia.

Aprovado no último exame, Pedro Tiziotti exalta a sintonia com os professores. “Eles são engajados em nossa formação e muitos aplicam provas já direcionadas para o exame da ordem”. O estudante conta que a base recebida na universidade foi suficiente para a primeira etapa da prova da OAB, composta por questões objetivas. Na preparação da segunda fase, em que peças processuais são elaboradas, ele conta ter reforçado os estudos em um curso preparatório. Próximo de enfrentar o exame, o aluno do 8º semestre Carlos Augusto Maciel ressalta a importância do convívio na universidade. “Somos fruto do meio em que vivemos. E a nossa busca comum tem sido aprender o máximo”, diz.

Confira aqui o desempenho das instituições de ensino superior no exame da OAB.

Por: UNB Online