Chamamos de Arte Moderna o conjunto de expressões e movimentos artísticos que emergiram na Europa a partir das últimas décadas do século XIX e chegaram ao ápice na primeira metade do século XX.

Embora seja muito associada à pintura, a Arte Moderna também engloba outras formas de expressões artísticas e culturais, como escultura, literatura, cinema e, até mesmo, música. Sobretudo por este motivo, a Arte Moderna é considerada, por muitos, não só uma corrente artística, e sim uma corrente artístico-cultural.

No Brasil, conforme veremos, a Arte Moderna atingiu sua expressão máxima na década de 1920, por meio de artistas como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Victor Brecheret.

Como surgiu o movimento da Arte Moderna?

O surgimento da Arte Moderna ocorreu em um período marcado por profundas transformações tecnológicas, sociais, políticas e culturais.

Em grande parte, isso se deve ao fato de que a Segunda Revolução Industrial, que inaugurou a era da produção e consumo em massa e da automatização do trabalho, estava em pleno desenvolvimento.

Neste período, em meio às sociedades europeias, o desejo de romper com o tradicional para fazer nascer o moderno tornou-se bastante popular, e a classe artística não ficou de fora dessa.

A noção de “arte” passou a ser questionada pelos próprios artistas, que começaram a experimentar novos estilos e possibilidades, transgredindo os padrões vigentes.

A partir destas experiências, surgiram as vanguardas europeias, como o Expressionismo, o Cubismo, o Surrealismo e o Dadaísmo. Estas vanguardas, além de outras expressões artísticas independentes, compõem o que hoje chamamos de Arte Moderna.

Quais são as características da Arte Moderna?

A Arte Moderna é composta por diversos movimentos e expressões artísticas com atributos próprios, mas que têm em comum as seguintes características:

  • Ruptura dos padrões artísticos vigentes, por meio de práticas de transgressão;
  • Caráter experimental tanto em termos de cores e formas, quanto de técnicas e materiais;
  • Ausência de preocupação em representar a realidade de forma fidedigna;
  • Uso arbitrário das cores;
  • Ausência de erudição – informalidade, aproximação da linguagem popular.

Principais movimentos da Arte Moderna e suas características

Impressionismo

O Impressionismo é considerado o movimento que impulsionou as demais vanguardas europeias. Os pintores impressionistas costumavam trabalhar ao ar livre, pois buscavam captar suas impressões acerca de como as cores da natureza se comportam – e se modificam – conforme a incidência de luz solar.

As obras impressionistas eram criadas a partir de pinceladas soltas, contornos pouco nítidos e sem fazer uso de tinta preta, pois seus artistas consideravam que as sombras deveriam ser coloridas e luminosas, como são as impressões visuais que elas nos causam.

O representante mais conhecido do movimento impressionista é Claude Monet.

Expressionismo

O Expressionismo surgiu e se desenvolveu em meio a um período de muitas angústias: a Primeira Guerra Mundial. Além disso, os artistas pertencentes a este movimento eram, em geral, críticos das sociedades que se formaram com o advento da Segunda Revolução Industrial.

Assim, o movimento expressionista se propôs a utilizar a arte para refletir sobre a angústia existencialista dos indivíduos de sua época – partindo, portanto, de um ponto de vista bastante trágico e voltado à subjetividade humana. Dentro desta temática, as obras expressionistas são retratadas por meio de pinceladas grossas, pouco suaves e combinações de cores violentas.

A obra mais emblemática do movimento expressionista é “O grito”, de Edvard Munch.

Fauvismo

O Fauvismo foi um movimento cujos atributos estão muito associados à pintura. Seu objetivo era a criação de uma estética que remetesse a um estado de pureza, por isso, suas características mais marcantes são a representação de formas simples e o uso de cores vivas e puras, sem misturas.

Além disso, diferentemente de outras vanguardas europeias, o Fauvismo não foi um movimento engajado em questões políticas ou sociais de sua época. Suas obras representam temáticas leves, sem mensagens subliminares, em estilo colorido e vibrante.

O principal representante deste movimento foi Henri Matisse.

Cubismo

O Cubismo foi outro movimento que introduziu uma maneira simplificada de representação artística: as formas geométricas. Por meio de linhas retas, cubos, cilindros e de técnicas desapegadas das noções clássicas de perspectiva e claro-escuro, os elementos retratados nas obras cubistas ganhavam aspecto tridimensional, promovendo uma sensação de pintura escultórica.

Ainda que esta não seja uma característica presente em todas as expressões deste movimento, a abordagem crítica é um elemento marcante em algumas das suas obras mais icônicas. É o caso, por exemplo, do quadro “Guernica”, de Pablo Picasso. Nesta obra, o pintor retratou o bombardeio ocorrido em 1937, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), na cidade de Guernica, que foi promovido por alemães nazistas aliados do ditador espanhol Francisco Franco.

Picasso, inclusive, é o maior expoente do movimento cubista.

Dadaísmo

O dadaísmo talvez tenha sido o mais irreverente dos movimentos de Arte Moderna. Seu lema era “a destruição também é criação”, e seus artistas buscavam questionar a concepção tradicional da arte, o contexto de guerra vivenciado na época e os valores burgueses por meio de obras baseadas na espontaneidade, na ironia, no absurdo e na ausência de racionalidade.

Diferentemente das outras vanguardas europeias, as pinturas não foram as principais expressões do dadaísmo. Tristan Tzara, idealizador e líder deste movimento, era poeta. Além disso, a obra mais famosa do dadaísmo – Fonte, de Marcel Duchamp – é um ready-made, ou seja, um objeto comum (no caso, um mictório) tirado de seu contexto de uso, assinado, e exibido como arte.

Surrealismo

O Surrealismo surgiu como uma “dissidência” do Dadaísmo, pois foi criado por André Breton, que fazia parte do movimento dadaísta, mas rompeu com Tristan Tzara.

De acordo com a definição de Breton, o Surrealismo consiste em um automatismo psíquico em estado puro que busca expressar, por qualquer meio e sem nenhuma preocupação estética ou moral, como o pensamento funciona. Desta forma, os surrealistas utilizavam-se do potencial do subconsciente e dos sonhos para criar expressões artísticas relacionadas a realidades fantásticas.

Um dos mais conhecidos artistas surrealistas é Salvador Dalí. No Brasil, podemos citar a pintora Tarsila do Amaral e o escritor Oswald de Andrade.

Como surgiu a Arte Moderna no Brasil?

O principal marco da Arte Moderna no Brasil é, certamente, a Semana da Arte Moderna, que ocorreu em São Paulo, em 1922.

Neste evento, que foi organizado devido ao Centenário da Independência do Brasil, artistas e intelectuais brasileiros (e estrangeiros que viviam no Brasil) declararam o rompimento com os padrões associados a correntes artísticas e literárias tradicionais, como o Parnasianismo, o Simbolismo e a Arte Acadêmica.

Desta forma, ao enveredar para o caminho transgressor e experimental da Arte Moderna, esse grupo firmou um compromisso com a criação de novas formas de arte, as quais seriam, genuinamente, expressões da independência cultural do Brasil.

Dentre os principais artistas que participaram deste evento e, posteriormente, se tornaram grandes nomes da Arte Moderna brasileira, estão:

  • Anita Malfatti (pintora);
  • Di Cavalcanti (pintor);
  • Heitor Villa-Lobos (músico);
  • Mário de Andrade (poeta);
  • Oswald de Andrade (poeta);
  • Tarsila do Amaral (pintora);
  • Victor Brecheret (escultor).

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A Arte Moderna, talvez por ter sido uma corrente artística muito expressiva no Brasil, é um assunto explorado em praticamente todas as provas. Portanto, estude este conteúdo com bastante atenção! Se você estiver tendo dificuldades em organizar os seus estudos, veja como construir um ótimo plano de estudo para o Enem.

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